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Invenção brasileira genial e quase de graça vai revolucionar recuperação de pacientes em estado crítico nas UTIs

Criado por pesquisadores da Universidade de Caxias do Sul, equipamento de baixo custo simula a caminhada em pacientes imobilizados e surge como alternativa para acelerar a reabilitação em UTIs

Setor De Uti Em Hospital
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Laura Vieira

Redatora
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Laura Vieira

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Jornalista recém-formada, com experiência no Tribunal de Justiça, Alerj, jornal O Dia e como redatora em sites sobre pets e gastronomia. Gosta de ler, assistir filmes e séries e já passou boas horas construindo casas no The Sims.

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A Unidade de Terapia Intensiva, conhecida popularmente como UTI, é uma ala hospitalar de alta complexidade destinada a pacientes em estado grave ou crítico que necessitam de monitoramento constante. Mas lá dentro, a batalha pela vida vai muito além dos aparelhos e medicamentos. Quando o paciente está sedado ou imobilizado, um dos grandes problemas é  a perda acelerada de massa muscular. Em poucos dias, o corpo começa a enfraquecer, dificultando a recuperação e prolongando a internação.

Essa situação se agrava por um outro fator ligado a estrutura: nem sempre há fisioterapeutas suficientes para garantir estímulos constantes ao corpo desses pacientes. O problema é que, quanto mais tempo parado, mais lenta e complexa se torna a recuperação do paciente. Mas essa problemática acaba de ganhar uma solução criada por pesquisadores da Universidade de Caxias do Sul. Eles desenvolveram um equipamento de cinesioterapia para auxiliar na recuperação de pacientes em estado grave nas UTIs, com um detalhe que faz toda a diferença: ser até 10 vezes mais barato que tecnologias similares.

Um “simulador de caminhada” para quem não pode sair da cama

O equipamento de cinesioterapia inventado pelos pesquisadores, chamado Autofisio 500, foi desenvolvido para reproduzir automaticamente os movimentos da caminhada nas pernas de pacientes acamados, mesmo aqueles em estado crítico. Com isso, o uso do dispositivo mantém o corpo em atividade sem exigir esforço do paciente, algo essencial em casos de sedação ou pós-operatório delicado.

O aparelho foi desenvolvido para simular o movimento natural do corpo para preservar músculos, circulação e funções básicas enquanto o paciente não pode se movimentar sozinho. Esse tipo de estímulo contínuo pode ajudar a reduzir complicações comuns da imobilidade, como fraqueza muscular severa e dificuldades na reabilitação. 

Tecnologia acessível pode ser incluída no SUS

Autofisio500 O Autofisio500 foi produzido com apoio da FINEP para auxiliar na recuperação de pacientes graves das UTIs

Há um detalhe que coloca essa invenção em outro patamar: o baixo preço do dispositivo. O Autofisio 500 foi pensado desde o início para ser acessível, com custo estimado entre R$15 mil e R$20 mil, um valor abaixo de equipamentos hospitalares semelhantes. Esse detalhe faz toda a diferença, porque diferentemente de soluções importadas e caras, essa invenção brasileira é viável dentro da realidade do sistema público. Com isso, hospitais ligados ao SUS podem ter acesso a uma tecnologia que, além de melhorar a recuperação dos pacientes, tem potencial para reduzir o tempo de internação e os custos hospitalares no longo prazo.


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