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Achávamos que o carro da Apple nunca existiria até a Ferrari chocar o mundo com um modelo elétrico incrível desenhado pelo criador do iPhone

Ferrari entra na era elétrica com modelo que mistura tradição, design desenvolvido por ex-Apple, menos telas e mais foco na experiência ao dirigir

Ferrari Luce
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Laura Vieira

Redatora
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Laura Vieira

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Jornalista recém-formada, com experiência no Tribunal de Justiça, Alerj, jornal O Dia e como redatora em sites sobre pets e gastronomia. Gosta de ler, assistir filmes e séries e já passou boas horas construindo casas no The Sims.

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Reconhecida mundialmente como uma das principais referências em tecnologia no segmento de smartphones, a Apple passou anos alimentando rumores sobre o desenvolvimento de um possível carro, um projeto extremamente ambicioso que acabou não indo para frente. Mas, de forma inesperada, a Apple pode estar ganhando um espacinho nesse lugar, especificamente na Ferrari, a maior fabricante de carros esportivos de luxo. A marca revelou novos detalhes do seu primeiro carro 100% elétrico, batizado de Luce, cujo interior foi desenvolvido por Jony Ive, ex-chefe de design da Apple e uma das mentes que idealizou como seria o tão amado iPhone

Ferrari Luce: interior aposta em simplicidade extrema e controles físicos

Ferrari Luce Interior do Luce aposta em detalhes analógicos, como os botões mecânico

Depois de anos de desenvolvimento, a Ferrari finalmente começou a revelar alguns detalhes do seu primeiro veículo elétrico. Apesar do exterior ainda não ter sido totalmente apresentado ao público, o interior já traz alguns sinais de que a Ferrari Luce não é um carro comum. A seguir, confira os principais destaques do  Luce até agora:

  • Primeiro carro 100% elétrico da Ferrari;
  • Interior desenvolvido por Jony Ive, ex-chefe de design da Apple;
  • Interface que combina elementos analógicos e digitais;
  • Controles físicos no lugar de telas excessivas;
  • Painel inspirado em aviônica e carros clássicos;
  • Uso extensivo de alumínio anodizado, um metal extremamente resistente à corrosão, riscos e desgaste, e outros materiais premium;
  • Tela OLED avançada com tecnologia de ponta;
  • Foco em reduzir distrações e melhorar a experiência ao dirigir.

A proposta liderada por Jony Ive parte de uma ideia que vai contra ao comportamento da indústria automobilística atual, com menos telas e mais interação física. Ao invés de focar tudo em comandos digitais, o Luce apresenta botões mecânicos, controles táteis e uma interface que combina elementos analógicos com tecnologia avançada. O painel de instrumentos, por exemplo, mistura mostradores digitais com componentes físicos inspirados em aviões e carros clássicos. Já o volante funciona como um centro de comando, reunindo funções essenciais de forma intuitiva. Segundo os criadores, o objetivo é reduzir a sobrecarga de informação e tornar a experiência mais natural para o motorista, algo que não é visto com tanta frequência em carros modernos.

Ferrari aposta em parceria com ex designer da Apple e acabamento premium para redefinir seu elétrico

Por um lado, o conceito da Ferrari Luce pode parecer minimalista, mas por outro, a execução é extremamente sofisticada. O interior do veículo foi projetado com um nível de detalhamento altíssimo. Grande parte dos componentes é feita em alumínio anodizado, usinado com precisão milimétrica. O volante é composto por diversas peças individuais, enquanto a interface central utiliza uma tela OLED avançada com tecnologia desenvolvida em parceria com a Samsung.

Outro destaque está nos materiais: praticamente não há plástico visível no interior. Vidros especiais, metais de alta qualidade e soluções inspiradas em dispositivos eletrônicos, como acabamentos parecidos com os usados em smartphones, reforçam a sensação de sofisticação do veículo. Apesar das poucas características compartilhadas, já deu para entender que o Luce simboliza uma mudança estratégica da Ferrari. Isso porque, ao se render a começar na produção de veículos elétricos, a marca não apenas segue uma tendência do setor, mas redefine a própria identidade ao equilibrar tradição e inovação.


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