Dolby Atmos no carro: por que o som virou o novo luxo dos automóveis premium

Com mais de 150 modelos de 40 marcas já equipados, o áudio imersivo vira arma da indústria para diferenciar carros em um mercado que cresce 14% no Brasil

Crédito de imagem: Xataka Brasil
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João Paes

Redator
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João Paes

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Escreve sobre tecnologia, games e cultura pop há mais de 10 anos, tendo se interessado por tudo isso desde que abriu o primeiro computador (há muito mais de 10 anos). 

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Durante anos, a conversa sobre carro girava em torno de motor, consumo, segurança e conforto. Agora entrou um novo item na lista: o som. Segundo a Dolby, a cabine do automóvel está se consolidando como um espaço de entretenimento, e o áudio imersivo é uma das apostas para diferenciar modelos, principalmente os premium.

O contexto brasileiro ajuda. Entre janeiro e setembro de 2026, o país registrou mais de 4,2 milhões de emplacamentos, alta de 14,41% sobre o mesmo período de 2025, de acordo com a Fenabrave. Só em setembro, o segmento de automóveis e comerciais leves cresceu 16,16% na comparação anual. Com a chegada de novas fabricantes e mais modelos disputando o mesmo cliente, tecnologia e experiência a bordo viraram argumento de venda.

Nesse cenário, a Dolby aposta no Dolby Atmos, tecnologia que permite a artistas, produtores e engenheiros de áudio trabalhar o som com mais sensação de espaço, profundidade e movimento. No carro, ela aproveita as características da cabine para deixar a música mais envolvente durante os trajetos.

Os números globais mostram que a ideia já saiu do papel. Em 2026, as tecnologias da empresa estão em mais de 150 modelos de mais de 40 marcas. BMW, Lexus, Volvo, Cadillac e Porsche, entre outras, apresentaram neste ano novos modelos com Dolby Atmos. A integração com o Apple CarPlay também aproxima o áudio imersivo da rotina de quem usa o celular no painel.

Para Víctor Méndez, diretor para a América Latina da Dolby Laboratories, o carro faz parte da jornada de consumo de conteúdo. “Na Dolby, trabalhamos para que essa experiência preserve a intenção criativa e ganhe profundidade, clareza e emoção dentro da cabine”, afirma.

Méndez também defende que não basta empilhar alto-falantes e telas. Segundo ele, o que importa é como o ecossistema funciona e o que as pessoas sentem ao usá-lo.

Isso conversa com a evolução do infotainment, que reúne informação e entretenimento no veículo. As telas estão maiores, a conexão com o smartphone é cada vez mais integrada e as plataformas digitais entram na jornada. No Brasil, a chegada de marcas focadas em conectividade e equipamentos tecnológicos eleva a expectativa do consumidor e pressiona o resto da indústria.

O carro continua sendo, antes de tudo, um meio de transporte. Mas, se depender da indústria, o trânsito parado pode ganhar trilha sonora de cinema. 

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