Ir ao cinema deixou de ser só sobre o filme. Com tanta oferta de conteúdo disponível em qualquer tela, o que está fazendo o público voltar às salas é a experiência ao redor da sessão: som de qualidade, conforto e aquela sensação de que valeu a pena sair de casa.
Os números mostram que esse movimento é real. Segundo o Anuário Estatístico do Audiovisual Brasileiro 2025, da Ancine, o Brasil fechou o ano passado com 3.544 salas em funcionamento, recorde histórico, e recebeu 112,8 milhões de espectadores. No mundo, a consultoria Futuresource aponta que o mercado de cinema cresceu 7% em receita em 2025, ultrapassando US$ 33 bilhões, impulsionado tanto pelo aumento no preço dos ingressos quanto pela busca do público por experiências mais premium.
Para Daniel Martins, Gerente de Vendas da Dolby, o desafio não é só trazer as pessoas de volta às salas, mas entender o que torna essa experiência realmente especial. "Quando falamos em uma experiência premium, não estamos falando apenas de tecnologia. Estamos falando de como som, conforto e ambiente trabalham juntos para criar uma experiência que o espectador reconheça como especial", afirma.
A visão é reforçada por Paula Pimentel, Head of Marketing & Brand Comms LatAm da empresa, que destaca que o público está mais seletivo sobre onde investe tempo e dinheiro. Segundo ela, oferecer uma experiência premium não é simplesmente adicionar recursos, mas construir uma jornada coerente entre qualidade técnica, conforto e ambiente.
O tema é justamente um dos destaques da EXPOCINE26, principal convenção latino-americana do setor, que acontece de 29 de setembro a 2 de outubro em São Paulo. Com o tema "Tela Aberta: cinema que se move por si só", o evento reúne profissionais e empresas, incluindo a Dolby como patrocinadora, para debater os rumos de uma indústria que aposta na experiência como seu principal diferencial daqui para frente.
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