Bill Gates quer revolucionar a energia limpa nos Estados Unidos: ele já está construindo seu próprio reator nuclear

Projeto está previsto para entrar em operação entre 2030 e 2031; no entanto, ainda enfrenta muitos desafios

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PH Mota

Redator
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Jornalista há 15 anos, teve uma infância analógica cada vez mais conquistada pelos charmes das novas tecnologias. Do videocassete ao streaming, do Windows 3.1 aos celulares cada vez menores.

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A TerraPower, empresa de tecnologia nuclear fundada e financiada por Bill Gates, entrou em uma fase crucial na construção do reator nuclear Natrium, nos Estados Unidos. O projeto, formalmente chamado de Unidade 1 da Usina Nuclear de Kemmerer, visa se tornar o primeiro reator comercial avançado desse tipo no país e transformar o cenário da energia limpa.

Com um investimento de aproximadamente US$ 4 bilhões, a usina de Natrium tem previsão de iniciar suas operações entre 2030 e 2031. De acordo com a Comissão Reguladora Nuclear dos EUA (NRC), a instalação está localizada no Wyoming, adjacente à usina termelétrica a carvão de Naughton, o que permite o uso da rede de transmissão existente e o aproveitamento da mão de obra industrial da região.

Inovação tecnológica e suporte regulatório

Ao contrário das usinas nucleares tradicionais que utilizam água sob alta pressão, a usina de Natrium utiliza resfriamento rápido com sódio líquido. Isso permite que ela opere em temperaturas mais altas sem a necessidade de pressões tão elevadas, resultando em sistemas de segurança inerentemente mais simples e seguros.

A usina terá uma capacidade base de 345 megawatts, integrada a um sistema de armazenamento de energia em sal fundido. Esse mecanismo permitirá um aumento temporário na capacidade de geração para 500 MW durante os picos de demanda. Estima-se que isso possibilitará o fornecimento contínuo de eletricidade para aproximadamente 400.000 residências.

O projeto conta com o apoio da NRC (Comissão Reguladora Nuclear dos EUA), que concedeu a licença de construção para a unidade em Kemmerer. Além disso, o desenvolvimento opera por meio de uma parceria público-privada apoiada pelo Departamento de Energia, que contribuiu com até US$ 2 bilhões em fundos de contrapartida através do Programa de Demonstração de Reatores Avançados.

Desafios operacionais

O apoio do governo dos Estados Unidos a essa tecnologia decorre da necessidade de fontes de energia constantes e livres de carbono para alimentar os data centers exigidos pela inteligência artificial.

No entanto, a Natrium ainda enfrenta diversos desafios. Segundo a Infobae, o mais significativo é garantir o fornecimento de HALEU (urânio de baixo enriquecimento e alta pureza), um tipo de urânio de baixo teor de enriquecimento necessário para iniciar a operação do reator.

Outro desafio é a reestruturação da engenharia. De acordo com a Nuclear Newswire, em setembro de 2026, a TerraPower rescindiu o contrato principal de construção com a Bechtel. Agora, a empresa reabrirá o processo de licitação para o contrato; contudo, garantiu que essa separação não alterará o cronograma operacional.

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Texto traduzido e adaptado do portal parceiro Xataka México.

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