O México terá a segunda maior ponte da América Latina: ela atravessa uma lagoa e liga a um destino turístico

O México terá a segunda maior ponte da América Latina: ela atravessa uma lagoa e liga a um destino turístico.
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Fabrício Mainenti

Redator

O Ministério da Infraestrutura, Comunicações e Transportes anunciou que a Ponte Rodoviária Nichupté, em Cancún, Quintana Roo, está com mais de 92% das obras concluídas. Quando finalizada, beneficiará 1,3 milhão de moradores e mais de 20 milhões de turistas que visitam a região.

A ponte atravessa o sistema lagunar de Nichupté, tornando-se uma das mais longas da América Latina sobre uma lagoa. Servirá também como rota alternativa em caso de emergências ou desastres naturais.

O México terá a segunda maior ponte da América Latina: ela atravessa uma lagoa e liga a um destino turístico.

A ponte tem 11,2 quilômetros de extensão: 8,8 km de ponte com três faixas, sendo uma delas reversível; dois entroncamentos de 2,4 km, um no Boulevard Luis Donaldo Colosio e o outro no Boulevard Kukulcán; uma ponte em arco metálico de 103 metros; e uma ciclovia.

Vale destacar que este é um projeto sustentável e representa o maior programa de restauração ambiental do Ministério da Infraestrutura, Comunicações e Transportes, abrangendo 306 hectares de restauração de manguezais.

O México terá a segunda maior ponte da América Latina: ela atravessa uma lagoa e liga a um destino turístico.

O projeto inclui 10 programas e 25 subprogramas ambientais autorizados pela SEMARNAT (Ministério do Meio Ambiente e Recursos Naturais) por meio do Estudo de Impacto Ambiental Regional (EIA), com foco em prevenção, mitigação, compensação, monitoramento e recuperação, todos voltados para a proteção dos ecossistemas do sistema da Lagoa Nichupté.

Segundo o governo federal, “o objetivo deste projeto é transformar a mobilidade em Cancún, conectando a cidade à zona hoteleira e impulsionando o desenvolvimento socioeconômico da região”.

O México terá a segunda maior ponte da América Latina: ela atravessa uma lagoa e liga a um destino turístico.

Além disso, 118 hectares de pradaria marinha foram recuperados; 1.168 espécimes de vegetação nativa foram resgatados; e mais de 2.100 animais foram realocados.

Vale ressaltar que este projeto gerou aproximadamente 51 mil empregos diretos e indiretos e permitirá uma redução de 45 minutos no tempo de deslocamento. A expectativa é de um fluxo médio diário anual de 20 mil veículos.

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