BYD passa do sucesso ao alerta e CEO avisa: “A China entrou em fase de eliminação”

Preços baixos implicam em margens de lucro pequenas, situação que está ficando insustentável

Wang Chuanfu da BYD
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Victor Bianchin

Redator
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Victor Bianchin é jornalista.

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Recentemente, os fabricantes de automóveis da China entraram em uma guerra de preços não apenas uns contra os outros, mas contra as marcas já estabelecidas. No entanto, esse jogo agora está chegando aos seus últimos dias porque até mesmo as maiores marcas, como a BYD, já alertaram que essa situação é insustentável.

O próprio presidente da BYD, Wang Chuanfu, afirmou que o mercado chinês entrará em uma fase de “eliminação”, pois muitas marcas chinesas não poderão sobreviver nos próximos anos devido à baixa rentabilidade.

Um bom exemplo é a própria BYD, que é uma das marcas chinesas mais sólidas no mercado local e internacional. Embora tenha encerrado 2025 com um recorde de vendas, ao comercializar 4,6 milhões de veículos em todo o mundo, o lucro líquido da empresa caiu 19% em comparação com o ano anterior.

Por qual motivo? Bem, apesar de a BYD já ter superado a Tesla como a principal fabricante de carros elétricos, esse sucesso não se traduz automaticamente em maiores receitas porque os preços praticados são muito baixos. Em outras palavras, essa e outras marcas chinesas vendem um grande volume de veículos, mas o dinheiro que ganham por cada unidade é pequeno.

Por isso, Chuanfu advertiu que o setor automotivo já atingiu seu ponto de ebulição, de modo que, a partir de agora, alguns fabricantes chineses começarão a se consolidar e outros, a falir. As marcas que conseguirão sobreviver serão as de grande escala e que tenham força financeira e tecnologia própria.

Além disso, a BYD tomará outras medidas para garantir sua sobrevivência, sendo a mais notável um corte de pessoal. Espera-se que, nos próximos meses, a montadora asiática elimine 100 mil postos de trabalho, o que representaria a maior redução de quadro feita pela BYD nos últimos anos.

No entanto, isso não significa que a BYD esteja em risco de desaparecer, pois manterá um efetivo de 120 mil engenheiros, que continuarão desenvolvendo novas tecnologias, especialmente em torno da direção autônoma e do carregamento rápido, fatores que podem ajudar a empresa a se distanciar de seus principais concorrentes no futuro.

Este texto foi traduzido/adaptado do site Motorpasión.


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