Há 30 anos, os fabricantes japoneses chegaram a um acordo: nenhuma motocicleta ultrapassaria os 300 km/h; então surgiu a Suzuki Hayabusa, que atingiu quase 450 km/h

Há 30 anos, os fabricantes japoneses chegaram a um acordo: nenhuma motocicleta ultrapassaria os 300 km/h. Então surgiu a Suzuki Hayabusa, que atingiu quase 450 km/h.
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Fabrício Mainenti

Redator

Para nós, entusiastas de motocicletas, a Suzuki Hayabusa dispensa apresentações. Por mais de 20 anos, ela tem sido sinônimo de velocidade absurda, motos preparadas ao limite e vídeos alucinantes. Sem dúvida, ela não nasceu como apenas mais uma motocicleta; foi uma declaração de guerra entre os japoneses, literalmente.

Quando estreou em 1999, quebrou todas as expectativas. Enquanto o resto do mundo ainda falava em motos esportivas de 1000cc, a Suzuki lançou um míssil com um motor de 1299cc e 173 cavalos de potência que, sem qualquer limitação eletrônica, ultrapassava os 300 km/h (186 mph).

Há 30 anos, os fabricantes japoneses chegaram a um acordo: nenhuma motocicleta ultrapassaria os 300 km/h. Então surgiu a Suzuki Hayabusa, que atingiu quase 450 km/h.

Sua chegada foi tão brutal que os fabricantes firmaram um pacto tácito: a partir de 2000, nenhuma motocicleta japonesa ultrapassaria os 299 km/h (186 mph). No fim das contas, a Hayabusa foi domada, mas apenas no papel, porque a realidade era bem diferente e possivelmente distorcida, se assim o desejasse.

Em 2008, chegou a segunda geração, equipada com um motor de 1.340 cc e 191 cavalos de potência. Era mais rápida, mais refinada, mas limitada. Remover o restritor, adicionar um escapamento, reprogramar a ECU ou instalar um turbo, e as coisas ficavam radicais. Em alguns casos, muito extremas.

Há 30 anos, os fabricantes japoneses chegaram a um acordo: nenhuma motocicleta ultrapassaria os 300 km/h. Então surgiu a Suzuki Hayabusa, que atingiu quase 450 km/h.

Foi aí que nasceu a lenda do quarto de milha. Mesmo em sua forma original, uma Hayabusa era um dragster de duas rodas com placas. A primeira versão fazia de 0 a 100 km/h em 2,8 segundos e percorria o quarto de milha em 9,8 segundos. A segunda melhorou ligeiramente: 2,7 segundos e 9,7 segundos para o quarto de milha.

Mas as coisas ficam sérias no mundo dos turbocompressores. Sabe-se que Hayabusas modificadas chegam a desenvolver mais de 800 cv. Jack Frost (Holeshot Racing) quebrou todos os recordes em 2023 com uma Hayabusa turboalimentada capaz de atingir 442 km/h em uma milha lançada. Se o nome não lhe soa familiar: ele tomou o recorde de Guy Martin, outro piloto que vive a vida como um esporte radical.

Há 30 anos, os fabricantes japoneses chegaram a um acordo: nenhuma motocicleta ultrapassaria os 300 km/h. Então surgiu a Suzuki Hayabusa, que atingiu quase 450 km/h.

A geração atual é mais civilizada, mas ainda aguerrida. Desde 2021, a Suzuki vende a terceira geração. Um motor mais refinado, 188 cv, muita eletrônica, suspensão melhor, freios melhores. É uma motocicleta melhor. Mas também mais sensata. Ela acelera de zero a 100 km/h em 3,2 segundos e deixou de competir pela coroa da velocidade máxima. Ela não busca mais ser a mais selvagem, mas a mais equilibrada.

Mas não se engane, ainda é uma Hayabusa. Grande, rápida e com uma presença imponente mesmo em aceleração máxima. Em estradas abertas, poucas máquinas conseguem acompanhar tanto conforto e compostura. A Kawasaki H2R é mais rápida? Claro. Mas não é homologada para uso em vias públicas. A Hayabusa é, e isso faz toda a diferença.

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