Aos 118 anos, o mineiro Luís Carlos dos Santos, conhecido como seu Luizinho, foi reconhecido oficialmente como o homem mais velho do Brasil - e possivelmente do mundo. Morador de Elói Mendes, em Minas Gerais, ele vive desde 1971 no Lar São Vicente de Paulo e teve a idade confirmada após verificação documental em cartório.
O título foi dado pelo RankBrasil, responsável por definir os recordes nacionais. Agora, existe a possibilidade de que seu caso seja analisado pelo Guinness World Records, o que poderia colocá-lo também no topo do ranking mundial.
Reconhecimento oficial coloca mineiro no topo da longevidade brasileira
A expectativa média de vida da população brasileira é de 76,6 anos, segundo a Secretária de Comunicação Social do governo federal, um número que ajuda a dimensionar o quão raro é ultrapassar a marca dos 100. No caso de seu Luizinho, que chegou aos 118, o feito naturalmente despertou atenção. O reconhecimento, no entanto, não veio por acaso. Tudo começou com uma publicação nas redes sociais mencionando sua idade avançada.
A partir daí, o Lar São Vicente de Paulo foi procurado pelo RankBrasil, que solicitou documentos e iniciou um processo formal de verificação. A equipe precisou correr atrás de registros antigos no cartório para confirmar a autenticidade da data de nascimento do mineiro, definida no dia 15 de fevereiro de 1908. A checagem minuciosa resultou na homologação oficial do recorde nacional.
A idade de seu Luizinho foi confirmada no cartório.
Hoje, segundo o Guinness, a mulher viva mais velha do mundo reconhecida internacionalmente tem 116 anos, enquanto o homem mais velho listado pela entidade tem 113. Curiosamente, ele também brasileiro e morador do Ceará. Caso a documentação de Luizinho seja aceita internacionalmente, o Brasil poderá ocupar novamente esse lugar no ranking mundial da longevidade masculina.
Além do recorde de longevidade, a trajetória de Luizinho traz curiosidades que ajudam a dimensionar todo tempo que ele já viveu. Ele nasceu no mesmo ano da morte de Machado de Assis, do nascimento de Cartola e da fundação do Clube Atlético Mineiro. Desde então, acompanhou mais de 100 anos de transformações sociais, políticas e tecnológicas.
Vida simples, rotina tranquila e independência marcam os 55 anos no lar onde vive desde 1971
Seu Luizinho vive uma vida simples e mora há mais de 50 anos no Lar São Vicente de Paulo. Por lá, ele é visto como um cara tranquilo, independente e dono de hábitos próprios. Ele trabalhou durante anos como lavrador, nunca se casou nem teve filhos, mas sempre contou com o apoio da vizinhança. Segundo os cuidadores do abrigo, seu Luiz não faz uso de medicamentos para doenças crônicas, como diabetes, apenas vitaminas, e não enfrentou complicações graves nem mesmo durante a pandemia de Covid-19.
Apesar de ter perdido a fala, compreende tudo que é falado e se comunica por gestos, respondendo com movimentos de cabeça. Independente, prefere realizar tarefas sozinho e mantém pequenos rituais diários, como organizar objetos próximos à cama e recolher pedras no quintal para alinhá-las, um hábito que os funcionários descrevem como terapêutico. Também preserva o costume de fumar cigarro de palha. Vivendo tantos anos no Lar São Vicente de Paulo, o idoso é visto e tratado como uma espécie de símbolo vivo da instituição.
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