Fernando Alonso não conseguiu terminar nenhuma das duas corridas da F1 disputadas no Canadá, mas, ainda assim, teve seu melhor fim de semana da temporada. De fato, pela primeira vez em todo o ano vimos, por momentos, a Aston Martin de Alonso competir no pelotão intermediário e superar algumas barreiras que, até agora, haviam sido inacessíveis.
O próprio Alonso concorda com essa visão. O piloto espanhol detalhou as melhorias que percebeu no AMR26, apesar de a Aston Martin não ter introduzido diretamente nenhuma atualização em seu carro. A equipe simplesmente está aprendendo a otimizar o que já tem e isso é suficiente para que Alonso continue evoluindo.
O Grande Prêmio do Canadá deixou o copo meio cheio ou meio vazio para a Aston Martin, dependendo do ponto de vista. Lance Stroll terminou a corrida levando quatro voltas de Kimi Antonelli, enquanto Alonso teve que abandonar por um problema no banco. Mesmo assim, o espanhol saiu de Montreal mais otimista do que chegou.
“Foi realmente surpreendente da nossa parte. Fomos um pouco mais rápidos neste fim de semana. Senti que éramos mais competitivos, que estávamos mais conectados ao carro”, disse Alonso, em quem era possível perceber certa felicidade após ter colocado, pela primeira vez, a Aston Martin na segunda fase da classificação.
Alonso superou a SQ1 de sexta-feira, embora tenha pago o preço com um acidente próprio que o impediu de ir à pista na SQ2. Mas a velocidade estava lá e a capacidade de adaptação de Alonso fez o resto. E isso apesar de a Aston Martin não ter levado nenhuma peça nova para o Canadá, melhorando apenas à medida que entendia melhor seu carro, especialmente a caixa de câmbio.
Na classificação de sábado, Fernando Alonso já não conseguiu passar do corte, mas não ficou tão longe: “Estávamos a 1,1 segundo em Miami e aqui estamos a dois ou três décimos. São pequenos passos”, disse Alonso a respeito. O espanhol explicou que “o acerto do carro estava bom e o equilíbrio do carro também. O motor, a entrega de potência, a caixa de câmbio… tudo estava melhor do que em Miami”.
A largada da corrida, com gotas na pista pela primeira vez desde que esses carros fizeram sua estreia, foi o cenário ideal para que a capacidade de adaptação de Alonso brilhasse. E foi exatamente isso que aconteceu. O “14” chegou a colocar sua Aston Martin na zona de pontuação nas primeiras voltas e demorou mais do que o habitual para sair dela.
A Aston Martin não instalará nenhuma atualização antes do segundo semestre, mas, à medida que vai entendendo melhor a mecânica da Honda, segue evoluindo.
Imagens | Aston Martin
Este texto foi traduzido/adaptado do site Motorpasión.
Ver 0 Comentários