Parece que a mãe de Elon Musk sabe criar bilionários e a prova disso é o império do irmão discreto que é dono de 1,6 bilhão de dólares em ações da Tesla e restaurantes sustentáveis

O irmão menos conhecido de Elon construiu uma fortuna bilionária em um setor inesperado, mas a origem dessa história começa dentro de casa

Familia Musk
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Laura Vieira

Redatora
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Laura Vieira

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Jornalista recém-formada, com experiência no Tribunal de Justiça, Alerj, jornal O Dia e como redatora em sites sobre pets e gastronomia. Gosta de ler, assistir filmes e séries e já passou boas horas construindo casas no The Sims.

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Se você não mora em uma caverna, provavelmente já ouviu falar de Elon Musk. Dono da Tesla, da SpaceX e de outras grandes empresas da tecnologia, ele hoje é uma das pessoas mais ricas do mundo. O que muita gente não sabe é que ele não é o único bilionário da família. Seu irmão mais novo, Kimbal Musk, construiu um patrimônio estimado em US$1,6 bilhão seguindo um caminho completamente diferente. A coincidência levanta uma pergunta legítima: será que o segredo está na forma como Maye Musk, a mãe dos meninos, criou os filhos?  

Enquanto Elon apostou em foguetes, o irmão transformou comida em um negócio bilionário

kimbal musk Discreto em comparação ao irmão, Kimbal Musk construiu uma fortuna bilionária investindo em alimentação sustentável

O sucesso da família Musk começou em 1999, quando os irmãos Musk venderam a Zip2 para a Compaq por cerca de US$307 milhões. A partir dali, no entanto, suas trajetórias seguiram caminhos completamente diferentes. Enquanto Elon decidiu investir em projetos ligados à tecnologia, mobilidade elétrica e exploração espacial, Kimbal foi por um lado diferente: transformou a paixão pela gastronomia e pela agricultura sustentável em um império bilionário. 

Depois de se formar como chef profissional, ele criou o Kitchen Restaurant Group, uma rede de restaurantes que prioriza ingredientes locais, agricultura sustentável e a aproximação entre produtores e consumidores. Paralelamente, passou a apoiar iniciativas voltadas à educação alimentar e ao incentivo da agricultura em escolas e comunidades.

No entanto, apesar dessa atuação independente, Kimbal nunca deixou de fazer parte do ecossistema empresarial criado pelo irmão. Desde 2004 ele ocupa uma cadeira no conselho de administração da Tesla e também participou da direção da SpaceX entre 2002 e 2022. Seu papel, porém, sempre esteve ligado à estratégia e à governança das empresas, sem envolvimento direto no desenvolvimento das tecnologias.

Mas sua fortuna não foi construída principalmente com os restaurantes. A maior parte do patrimônio estimado em US$1,6 bilhão vem de participações acionárias acumuladas ao longo dos anos na Tesla e na SpaceX. Além disso, ele também investe em novos negócios, como a Nova Sky Stories, empresa especializada em apresentações com drones luminosos que substituem fogos de artifício para espetáculos coreografados.

A estratégia da mãe dos Musk pode explicar por que todos os filhos encontraram o próprio caminho

Embora o sobrenome Musk seja conhecido mundo afora por causa de Elon, a própria Maye Musk costuma dizer que nunca planejou transformar os filhos em empresários de sucesso. Após o divórcio, ela criou os filhos Elon, Kimbal e Tosca praticamente sozinha, conciliando diversos empregos como nutricionista para sustentar a família. Segundo a empresária, a rotina fez com que os três crescessem entendendo, desde cedo, a importância da responsabilidade e do trabalho.

Mas, para Maye, havia outro fator ainda mais importante nessa jornada: a independência. Ela afirma que nunca escolheu a profissão dos filhos, nem controlava tarefas escolares ou tentava direcionar suas carreiras. Em vez disso, preferiu incentivá-los a explorar aquilo que despertava interesse desde a infância. Anos depois, ela percebeu que muitos dos negócios criados pelos três estavam ligados às paixões que demonstravam quando eram crianças.

Enquanto Elon passava horas lendo livros e demonstrando interesse por computadores, Kimbal gostava de colher plantas e se interessava pela alimentação. Já Tosca seguiria carreira no cinema, tornando-se diretora e empreendedora do setor audiovisual. Essa filosofia também aparece nas entrevistas concedidas por Maye. Para ela, criar filhos bem-sucedidos não significa controlar cada decisão, mas oferecer apoio para que encontrem o próprio caminho.

E parece que esse caminho deu super certo para a família. Um se tornou a pessoa mais rica do planeta, enquanto o outro construiu um patrimônio bilionário investindo em alimentação sustentável e tecnologia, e a terceira transformou sua paixão pelo audiovisual em um negócio próprio. Três trajetórias completamente diferentes, mas que têm a mesma origem: uma educação baseada em autonomia, responsabilidade e incentivo para que cada filho desenvolvesse seus próprios talentos. 


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