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O xeque-mate da BYD nos carros elétricos: marca dobra meta para 20 mil estações na China e revela tática de instalar 80 novos pontos de recarga por dia

BYD acelera a corrida pela recarga ultrarrápida na China com uma rede que já soma 10 mil pontos e carregadores que conseguem devolver autonomia em poucos minutos

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Laura Vieira

Redatora
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Laura Vieira

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Jornalista recém-formada, com experiência no Tribunal de Justiça, Alerj, jornal O Dia e como redatora em sites sobre pets e gastronomia. Gosta de ler, assistir filmes e séries e já passou boas horas construindo casas no The Sims.

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A BYD está acelerando a expansão de sua rede de recarga na China em um ritmo surpreendente.  A fabricante anunciou, em 28 de agosto, durante um evento em Shenzhen, na China, que pretende dobrar de 10 mil para 20 mil estações Flash Charging no país até o fim de 2026. Para atingir o objetivo, será necessário instalar aproximadamente 80 estações por dia. A estratégia combina uma rede cada vez mais extensa com carregadores que oferecem até 1,5 MW de potência.

BYD chega a 10 mil estações e acelera expansão da rede na China

A BYD alcançou a marca de 10 mil estações Flash Charging em 28 de agosto, com a inauguração de uma unidade em Longhua, distrito de Shenzhen. Trata-se da rede de pontos de recarga ultrarrápida para veículos elétricos da própria fabricante, criada para reduzir o tempo necessário para recuperar a autonomia dos carros. A tecnologia também começou a ser levada ao Brasil pela Denza, divisão de luxo do grupo BYD. 

O resultado fez a fabricante revisar para cima o objetivo estabelecido inicialmente. Ao invés de encerrar o ano com 10 mil estações, a BYD agora quer chegar a 20 mil pontos até dezembro. Isso significa praticamente duplicar a infraestrutura existente e manter um ritmo médio de aproximadamente 80 novas estações inauguradas diariamente.

A expansão também foi planejada para alcançar diferentes tipos de trajetos. Das 20 mil unidades previstas, 18 mil ficarão em áreas urbanas e 2 mil serão instaladas em rodovias. Nas cidades chinesas de primeira e segunda linha, a empresa afirma que já é possível encontrar um carregador da rede em um raio médio de três quilômetros. Em cidades menores, a distância média sobe para cerca de quatro quilômetros.

A escala da operação também aparece nos números de utilização. Desde o início do funcionamento, as estações já forneceram mais de 210 milhões de kWh de energia e atenderam aproximadamente 1,83 milhão de usuários. E a rede não está sendo usada apenas por quem dirige um BYD. Cerca de 33% dos consumidores que passaram pelos carregadores tinham veículos de outras marcas. O dado mostra que a infraestrutura pode funcionar como uma rede de recarga aberta, ampliando o alcance da estratégia para outros carros produzidos além da BYD. 

Recarga em minutos: BYD leva carregadores de 1,5 MW a mais cidades da China

Flash Charging A tecnologia da BYD usa baterias estacionárias para armazenar energia e liberá-la ao carro em alta potência durante a recarga. Assim, o veículo pode receber até 1,5 MW, enquanto a estação puxa cerca de 60 kW da rede elétrica

A segunda parte da estratégia da BYD está na potência dos equipamentos. Os carregadores Flash Charging podem entregar até 1.500 kW, ou 1,5 MW, por conector, enquanto os veículos compatíveis com a segunda geração da bateria Blade conseguem aproveitar essa capacidade para recuperar uma grande quantidade de energia em poucos minutos.

Segundo a fabricante, é possível passar de 10% para 70% da carga em cinco minutos e chegar a 97% em nove minutos. Nesse intervalo de cinco minutos, o veículo pode recuperar aproximadamente 400 quilômetros de autonomia, de acordo com a BYD. Para chegar a essas cifras sem exigir que toda a rede elétrica local forneça continuamente 1,5 MW, a infraestrutura utiliza baterias estacionárias. Elas armazenam energia e liberam uma grande quantidade de potência durante a recarga, reduzindo a pressão sobre a rede de distribuição e facilitando a instalação dos equipamentos em locais que não teriam capacidade para suportar essa demanda diretamente.

O próprio desenho do carregador também foi pensado para lidar com a quantidade de energia envolvida. A estrutura tem formato de "T" e possui um sistema de polias que mantém os cabos suspensos. O conector conta ainda com um mecanismo de assistência de peso, chamado pela BYD de "gravidade zero". O mecanismo ajuda a sustentar o cabo, que precisa ser mais espesso para suportar a alta corrente elétrica, permitindo que o motorista manuseie o conector com apenas uma mão sem precisar carregar todo o peso do equipamento. 

flash charging

E se você pensa que a tecnologia só está disponível na China, está enganando. No Brasil, a BYD anunciou um plano para instalar mil equipamentos Flash Charging até o fim de 2027, começando por uma concessionária Denza em Brasília. A tecnologia também foi demonstrada no Festival Interlagos 2026. Ainda assim, a quantidade de equipamentos é bem menor que a chinesa. As mil unidades previstas para o país equivalem a apenas 5% da meta de 20 mil estações estabelecida pela BYD para a China

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