Neste verão, o Dragonfly, megaiate de propriedade do cofundador do Google, Sergey Brin, foi visto na costa de Ibiza, desta vez perto de Punta Pedrera, nas águas de Formentera. E, para uma ilha acostumada a receber as embarcações mais exclusivas do mundo, um barco com essas características sempre consegue atrair todos os olhares.
Além de sua prolífica carreira no setor de tecnologia, Sergey Brin também construiu uma reputação de destaque no exclusivo submundo dos iates de luxo. Brin continua sendo membro do conselho de administração da Alphabet e acionista controlador da companhia e, segundo a lista de bilionários da Forbes, seu patrimônio líquido estimado em 269 bilhões de dólares o coloca na quarta posição entre as pessoas mais ricas do mundo. Por isso, não é de surpreender que ele seja dono de um iate como o Dragonfly.
O megaiate tem 142 metros, foi construído pelo estaleiro alemão Lürssen e tem um valor estimado em cerca de 450 milhões de dólares (R$ 2,3 bilhões). Manobrar um iate com essas características para entrar no porto, mesmo em um grande como o de Ibiza, não é brincadeira.
O Dragonfly a ponto de atracar no Porto de Maó. Imagem: José Barber (Menorca.info)
No interior, o barco foi construído para funcionar mais como um resort autossuficiente do que como uma simples embarcação. Ele oferece aproximadamente 2.000 metros quadrados de espaço interno e outros 1.000 metros quadrados de áreas ao ar livre, distribuídos em cinco conveses. Entre suas características mais marcantes estão dois helipontos (um na proa e outro na popa), que permitem que o iate funcione como uma base totalmente autônoma, independentemente de onde esteja ancorado, além de várias piscinas, um cinema e outros sistemas de entretenimento.
Como você deve ter imaginado, um iate com essas características consome energia que é uma beleza. Segundo o jornal El Economista, seu consumo de eletricidade é comparável ao de cerca de 580 residências.
No entanto, apesar desses números, é preciso dizer que ele é bastante eficiente em operação. O Dragonfly funciona com um sistema de propulsão híbrido diesel-elétrico, o que permite depender da energia elétrica e reduzir o uso do motor a diesel em determinados modos de navegação. Quanto ao design, o arquiteto naval Germán Frers projetou o exterior, enquanto a Nauta Design foi responsável pelos espaços internos.
O projeto foi originalmente encomendado pelo empresário russo Leonid Mikhelson, mas passou para Brin durante a construção, com a entrega sendo realizada em 2024. Conforme divulgado pelo OkDiario, vários dos iates de Brin levam o mesmo nome, incluindo um “Dragonfly” anterior, de 73 metros, entregue em 2009 e posteriormente rebatizado como Capricorn.
Como se pode imaginar, manter esse barco não sai barato. Estima-se que seus custos operacionais anuais, que incluem combustível, salários da tripulação, manutenção, seguro e taxas de atracação, variem de R$ 154 a R$ 206 milhões.
Imagem | Superyachtfan
Este texto foi traduzido/adaptado do site Xataka Espanha.
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