O verdadeiro carro do futuro da BYD que estaciona e anda sozinho chega ao Brasil com uma inteligência artificial capaz de realizar dois trilhões de operações por segundo

Sistema God's Eye, da BYD, chega ao Brasil em 2027 com sensores, inteligência artificial e capacidade para estacionar, mudar de faixa e tomar decisões em tempo real sem intervenção constante do motorista

Carro Da Byd Na Concessionaria
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Laura Vieira

Redatora
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Laura Vieira

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Jornalista recém-formada, com experiência no Tribunal de Justiça, Alerj, jornal O Dia e como redatora em sites sobre pets e gastronomia. Gosta de ler, assistir filmes e séries e já passou boas horas construindo casas no The Sims.

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Depois de conquistar espaço no mercado brasileiro de carros elétricos e híbridos, a BYD prepara seu próximo grande passo no país. A montadora chinesa anunciou que trará ao Brasil, a partir de 2027, o sistema God's Eye, uma tecnologia de condução inteligente desenvolvida para permitir que os veículos realizem diversas manobras de forma quase autônoma. O sistema inclui câmeras, radares, sensores LiDAR e um novo processador que executa mais de dois trilhões de operações por segundo. 

O que é o God's Eye e como funciona a tecnologia que permite ao carro dirigir sozinho

Para que o carro da BYD consiga dirigir sozinho, ele precisa fazer algo que os humanos também fazem: observar tudo ao redor, interpretar o cenário e tomar decisões em questão de segundos. O God's Eye, que significa “Olhos de Deus”, tenta fazer exatamente isso por meio de uma combinação de câmeras, radares, sensores e inteligência artificial. É como se ele tivesse um "cérebro digital" que consegue interpretar tudo o que acontece ao redor do carro e reagir em frações de segundo.

O grande destaque dessa tecnologia é o processador Xuanji A3, o primeiro chip automotivo chinês fabricado com tecnologia de 4 nanômetros. Segundo a BYD, ele consegue realizar mais de dois trilhões de operações por segundo enquanto consome menos energia que soluções concorrentes. O sistema combina informações captadas por dezenas de sensores espalhados pelo veículo para criar uma visão quase completa do ambiente ao redor. Isso permite que o carro execute diversas funções sozinho, como:

  • Mudança automática de faixa em rodovias e vias urbanas;
  • Controle de velocidade e distância em relação aos demais veículos;
  • Leitura de placas de trânsito e semáforos;
  • Identificação de pedestres, ciclistas e obstáculos;
  • Frenagem automática de emergência;
  • Estacionamento autônomo sem intervenção do motorista.

Além disso, a BYD incorporou uma nova estrutura de processamento de dados chamada Xuanji 2.0, que consegue atualizar constantemente o sistema com base nas situações enfrentadas no trânsito. Isso significa que o veículo aprende continuamente com as informações coletadas. O objetivo é fazer com que os sistemas de assistência atuem com um nível de precisão semelhante ao de um motorista experiente, reduzindo acidentes e aumentando a segurança nas ruas.

O carro já sabe dirigir sozinho, agora falta chegar ao Brasil

Depois de começar a implementar o God's Eye em seus veículos na China, a BYD confirmou que a tecnologia também faz parte dos planos para o mercado brasileiro. Durante um evento realizado em Shenzhen, sede da companhia, Stella Li, CEO da BYD Américas e Europa, revelou que o sistema de condução inteligente deve chegar ao Brasil a partir de 2027.

A ideia da fabricante é expandir a tecnologia para praticamente toda a sua linha de veículos, desde os modelos mais sofisticados, mas também carros de entrada e mais populares.  Entretanto, existe um detalhe importante: o fato de a tecnologia estar pronta não significa que todas as funções poderão ser utilizadas imediatamente. O aproveitamento completo dos recursos dependerá das regras estabelecidas pela legislação brasileira para veículos com condução autônoma.

Outro questão importante é a confiança da própria BYD no sistema. Na China, a empresa anunciou uma cobertura financeira para casos em que um acidente ocorra durante o uso correto das funções de navegação autônoma. Se a responsabilidade for atribuída ao sistema, a montadora assume os prejuízos materiais envolvidos. A iniciativa é vista como uma tentativa de aumentar a confiança do consumidor em uma tecnologia que ainda desperta dúvidas. 

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