As setas têm uma longa trajetória na história automotiva. Em 1909, Percy Douglas-Hamilton patenteou um conceito pioneiro de indicador de direção e, em 191, a atriz e inventora Florence Lawrence desenvolveu o primeiro mecanismo com braços móveis acoplado a um alerta traseiro de parada — embora nunca tenha registrado a patente. Com o passar das décadas, a ideia se espalhou por toda a indústria até se tornar um item obrigatório em qualquer automóvel.
Hoje, mais de um século depois, a montadora alemã decidiu reinventar essa sinalização no sentido literal do termo. A tecnologia chega ao Audi Q7 na Europa e também marcará presença no futuro Q9.
As setas deixam de ficar restritas apenas aos faróis
A grande atração do novo modelo são os pequenos projetores integrados aos conjuntos ópticos dianteiros e traseiros. Quando a iluminação do veículo está em funcionamento, esse conjunto consegue desenhar setas dinâmicas sobre o asfalto, indicando com clareza o caminho para onde o motorista pretende manobrar.
O objetivo é oferecer um ângulo de visibilidade complementar ao das lanternas convencionais. Em termos práticos: imagine o carro estacionado em fila, querendo entrar no fluxo da via. A projeção desenhada no chão pode ser notada pelos outros motoristas muito antes de eles terem uma linha direta de visão para as luzes traseiras ou laterais da carroceria.
O recurso não vem para substituir as lâmpadas tradicionais — pelo menos por ora —, servindo como um reforço visual para antecipar decisões no trânsito. Essa convivência mista tem um motivo simples: a leitura da projeção depende diretamente da luz ambiente e do cenário externo, o que significa que nem sempre ela terá o mesmo contraste sob sol forte.
Outro avanço expressivo está nos faróis Digital Matrix LED, equipados com uma câmera instalada atrás do para-brisa que monitora o traçado da via, identifica outros veículos ao redor e faz a leitura de placas de trânsito.
Ao acionar o farol alto, o sistema modula dinamicamente os feixes luminosos para escurecer precisamente os pontos onde estão outros automóveis, seja à frente ou trafegando em sentido oposto. Assim, quem está ao volante mantém uma visão ampla e profunda da pista sem ofuscar a visão de quem vem na outra mão.
Matéria traduzida de MotorPasion*
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