Entre Córdoba e Mérida, surgiu uma estrutura romana de 48 metros, com 2.000 anos de idade, graças a uma prospecção geomagnética

Os pesquisadores descobriram uma construção de 2.000 anos sem desenterrá-la

Entre Córdoba e Mérida, surgiu uma estrutura romana de 48 metros, com 2.000 anos de idade, graças a uma prospecção geomagnética.
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Fabrício Mainenti

Redator

Há 2.000 anos, na rota que ligava Córdoba a Mérida, existia uma cidade romana conhecida como Mellaria. Perto de onde hoje se localiza Fuente Obejuna, essa cidade perdida surgiu a partir de uma combinação de mineração, indústria e agricultura — o que, naturalmente, acabou transformando-a também em um importante entreposto comercial.

A unidade Patricia, da Universidade de Córdoba, pesquisa a região há anos no âmbito do projeto Ager Mellariensis por um motivo simples: as rotas locais fizeram de Mellaria a sua própria "Roma", e todos os caminhos levavam até lá. O que foi descoberto junto à estrada romana — um edifício de 48 metros de extensão que permanecia oculto até agora — explica o porquê.

Um gigante de 1.290 metros quadrados, encontrado sem escavações

Segundo um estudo publicado pela universidade no Journal of Archaeological Science, a imponente construção, com cerca de 1.290 metros quadrados, contava com oito cômodos, um banheiro e um pátio espaçoso destinado a abrigar carruagens e animais.

Para quem conhece os costumes romanos, a estrutura provavelmente lembra uma mansio. E quem já fez uma longa viagem por estrada certamente entenderá do que se trata, mesmo que nunca tenha ouvido o termo em latim.

A construção — uma das muitas do gênero espalhadas pela rede viária romana — funcionava de forma semelhante a uma atual área de serviço: um local onde viajantes, soldados e trabalhadores em trânsito podiam parar para descansar e reabastecer-se de água e alimentos. Sabe, é exatamente como quando você decide encarar 600 quilômetros de estrada para visitar a cidade natal dos seus pais, movido pela nostalgia.

O mais interessante não é o edifício em si, mas a forma como ele foi descoberto. A arqueologia já não se limita à picareta e à pá; neste caso, a técnica utilizada é conhecida como prospecção geomagnética, que consiste em medir as variações do campo magnético do terreno para reconstruir possíveis estruturas enterradas, sem a necessidade de escavar até descobrir suas paredes.

Graças justamente a essa técnica, sabemos agora que, apenas 50 metros mais ao norte, existem mais construções de Mellariensis à espera de serem descobertas.

Texto traduzido e adaptado do portal 3D Juegos

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