A Ducati está indo tão mal no MotoGP que deve receber concessões na segunda metade da temporada

A Ducati precisa somar 31,6 pontos por Grande Prêmio para não cair da faixa A para a B

MotoGP
Sem comentários Facebook Twitter Flipboard E-mail
victor-bianchin

Victor Bianchin

Redator
victor-bianchin

Victor Bianchin

Redator

Victor Bianchin é jornalista.

1878 publicaciones de Victor Bianchin

Há dois anos e meio, o MotoGP trouxe de volta o sistema de concessões para frear o domínio da Ducati, a equipe que mais vencia. São vantagens criadas para que as marcas perseguidoras possam alcançar o mesmo nível das líderes.

Essas medidas tiveram tanto efeito, e a Ducati está tão mal, que algo inimaginável está prestes a acontecer: a própria Ducati deve passar a receber concessões. Apenas uma recuperação milagrosa pode evitar isso.

Há uma alta probabilidade de que a Ducati tenha concessões após o Grande Prêmio da Alemanha, depois das férias do verão europeu. A própria Ducati, internamente, já conta com essas três “wild cards”, das quais não dispõe desde 2023. Além disso, seus principais rivais, a equipe Aprilia, quase certamente também subirão um nível e perderão algumas vantagens.

Como está a situação

A Ducati pode cair do nível A para o nível B. Vale lembrar que haverá uma nova revisão após Sachsenring, antes da pausa de verão, e, para permanecer no nível A, é necessário ter somado mais de 85% dos pontos desde a Áustria no ano passado.

O máximo de pontos disponíveis é 777 e 85% disso corresponde a 660,45. A Ducati soma 407, então, para chegar a 661, precisa conquistar mais 253 pontos nos oito Grandes Prêmios restantes. Caso contrário, cairá para a faixa B. O problema é que a equipe precisa de uma média de 31,6 pontos por Grande Prêmio, enquanto, até agora em 2026, a média é de 23 por evento.

Se a Ducati cair para a faixa B de concessões, terá à disposição três “wild cards” na segunda metade da temporada, além de 20 jogos extras de pneus para testes. A Ducati, inclusive, já planeja usar essas três “wild cards” para que o piloto Nicolò Bulega teste a nova moto de 850 cc, embora, se o italiano mudar de equipe, eles fiquem sem essa possibilidade.

Se a Ducati cair para a faixa B de concessões, quase certamente encontrará a Aprilia por lá. Vale lembrar que a equipe de Noale está atualmente na faixa C, mas deve subir para a B se somar mais 135 pontos nos oito Grandes Prêmios restantes — algo bastante provável. Matematicamente, já é impossível que a Aprilia alcance a faixa A. Com isso, a equipe de Noale perderá 30 jogos de pneus e três “wild cards”.

A Yamaha praticamente deve permanecer na faixa D e a KTM precisaria melhorar muito para sair da C. Mas o mais chamativo é o caso da Honda. Depois de comemorar como um título o fato de sair da faixa D no ano passado em Valência, agora tem grandes chances de voltar a cair. Precisa somar mais 107 pontos para evitar isso, o que equivale a 13,3 por corrida. Até agora, em 2026, sua média é de 9,3.

Aliás, como haverá uma mudança de regulamento para 2027, com novas motos na pista, o sistema de concessões será reiniciado no próximo ano. Todas as equipes começarão do zero na primeira corrida e a primeira avaliação ocorrerá logo após o último Grande Prêmio antes do verão. Essa já será outra história.

Imagens | Ducati

Este texto foi traduzido/adaptado do site Xataka Espanha.


Inicio