Esqueça as capitais: a ONU encontrou 50 "tesouros escondidos" no interior do Brasil onde a vida supera as expectativas

Os melhores lugares para viver no Brasil não são as capitais. Ranking da ONU destaca IDHs acima da média nacional

Foto: Claudney Neves/Wikimedia Commons
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Natália P. Martins

Redatora
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Natália P. Martins

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Nem sempre as grandes capitais oferecem a melhor qualidade de vida. O levantamento Atlas do Desenvolvimento Humano do Brasil, divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) revelou que dezenas de municípios do interior do Brasil superam grandes centros em educação, renda e longevidade. O estudo, realizado pela Organização das Nações Unidas (ONU), avaliou todos os municípios do país e listou as 50 cidades com maior Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM).

Como funciona o IDH Municipal

O IDHM é uma adaptação do indicador global usado pela ONU para medir o progresso humano. Ele considera três dimensões fundamentais: educação, expectativa de vida e renda.

Os resultados variam de 0 a 1: quanto mais próximo de 1, maior o desenvolvimento humano. Cidades com índices acima de 0,800 são classificadas como de desenvolvimento muito alto.

Os dados utilizados no ranking fazem parte do Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil, desenvolvido pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em parceria com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e a Fundação João Pinheiro.

As 50 melhores cidades para se viver no Brasil

O levantamento mostra que o interior de São Paulo concentra mais da metade das cidades com maior desenvolvimento humano do Brasil. Municípios como São Caetano do Sul, Jundiaí e Vinhedo aparecem à frente de várias capitais. O Sul do país também se destaca, especialmente Santa Catarina, com sete cidades no top 50.

Já no Sudeste, Vitória (ES) e Niterói (RJ) aparecem entre as dez primeiras posições.

Confira o ranking das cidades brasileiras com os maiores índices de desenvolvimento humano, segundo o levantamento da ONU:

  1. São Caetano do Sul (SP) — IDHM 0,862
  2. Águas de São Pedro (SP) — 0,854
  3. Florianópolis (SC) — 0,847
  4. Vitória (ES) — 0,845
  5. Balneário Camboriú (SC) — 0,845
  6. Santos (SP) — 0,840
  7. Niterói (RJ) — 0,837
  8. Joaçaba (SC) — 0,827
  9. Brasília (DF) — 0,824
  10. Curitiba (PR) — 0,823
  11. Jundiaí (SP) — 0,822
  12. Valinhos (SP) — 0,819
  13. Vinhedo (SP) — 0,817
  14. Araraquara (SP) — 0,815
  15. Santo André (SP) — 0,815
  16. Santana de Parnaíba (SP) — 0,814
  17. Nova Lima (MG) — 0,813
  18. Ilha Solteira (SP) — 0,812
  19. Americana (SP) — 0,811
  20. Belo Horizonte (MG) — 0,810
  21. Joinville (SC) — 0,809
  22. São José (SC) — 0,809
  23. Maringá (PR) — 0,808
  24. São José dos Campos (SP) — 0,807
  25. Presidente Prudente (SP) — 0,806
  26. Blumenau (SC) — 0,806
  27. Rio Fortuna (SC) — 0,806
  28. Assis (SP) — 0,805
  29. Campinas (SP) — 0,805
  30. São Bernardo do Campo (SP) — 0,805
  31. São Carlos (SP) — 0,805
  32. São Paulo (SP) — 0,805
  33. Porto Alegre (RS) — 0,805
  34. Rio Claro (SP) — 0,803
  35. Jaraguá do Sul (SC) — 0,803
  36. Rio do Sul (SC) — 0,802
  37. Bauru (SP) — 0,801
  38. Pirassununga (SP) — 0,801
  39. São Miguel do Oeste (SC) — 0,801
  40. Vila Velha (ES) — 0,800
  41. Botucatu (SP) — 0,800
  42. Ribeirão Preto (SP) — 0,800
  43. Taubaté (SP) — 0,800
  44. Concórdia (SC) — 0,800
  45. Rio de Janeiro (RJ) — 0,799
  46. Goiânia (GO) — 0,799
  47. Guaratinguetá (SP) — 0,798
  48. Marília (SP) — 0,798
  49. Sorocaba (SP) — 0,798
  50. Fernandópolis (SP) — 0,797

Foto de capa: Claudney Neves/Wikimedia Commons

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