Nem sempre as grandes capitais oferecem a melhor qualidade de vida. O levantamento Atlas do Desenvolvimento Humano do Brasil, divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) revelou que dezenas de municípios do interior do Brasil superam grandes centros em educação, renda e longevidade. O estudo, realizado pela Organização das Nações Unidas (ONU), avaliou todos os municípios do país e listou as 50 cidades com maior Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM).
Como funciona o IDH Municipal
O IDHM é uma adaptação do indicador global usado pela ONU para medir o progresso humano. Ele considera três dimensões fundamentais: educação, expectativa de vida e renda.
Os resultados variam de 0 a 1: quanto mais próximo de 1, maior o desenvolvimento humano. Cidades com índices acima de 0,800 são classificadas como de desenvolvimento muito alto.
Os dados utilizados no ranking fazem parte do Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil, desenvolvido pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em parceria com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e a Fundação João Pinheiro.
As 50 melhores cidades para se viver no Brasil
O levantamento mostra que o interior de São Paulo concentra mais da metade das cidades com maior desenvolvimento humano do Brasil. Municípios como São Caetano do Sul, Jundiaí e Vinhedo aparecem à frente de várias capitais. O Sul do país também se destaca, especialmente Santa Catarina, com sete cidades no top 50.
Já no Sudeste, Vitória (ES) e Niterói (RJ) aparecem entre as dez primeiras posições.
Confira o ranking das cidades brasileiras com os maiores índices de desenvolvimento humano, segundo o levantamento da ONU:
- São Caetano do Sul (SP) — IDHM 0,862
- Águas de São Pedro (SP) — 0,854
- Florianópolis (SC) — 0,847
- Vitória (ES) — 0,845
- Balneário Camboriú (SC) — 0,845
- Santos (SP) — 0,840
- Niterói (RJ) — 0,837
- Joaçaba (SC) — 0,827
- Brasília (DF) — 0,824
- Curitiba (PR) — 0,823
- Jundiaí (SP) — 0,822
- Valinhos (SP) — 0,819
- Vinhedo (SP) — 0,817
- Araraquara (SP) — 0,815
- Santo André (SP) — 0,815
- Santana de Parnaíba (SP) — 0,814
- Nova Lima (MG) — 0,813
- Ilha Solteira (SP) — 0,812
- Americana (SP) — 0,811
- Belo Horizonte (MG) — 0,810
- Joinville (SC) — 0,809
- São José (SC) — 0,809
- Maringá (PR) — 0,808
- São José dos Campos (SP) — 0,807
- Presidente Prudente (SP) — 0,806
- Blumenau (SC) — 0,806
- Rio Fortuna (SC) — 0,806
- Assis (SP) — 0,805
- Campinas (SP) — 0,805
- São Bernardo do Campo (SP) — 0,805
- São Carlos (SP) — 0,805
- São Paulo (SP) — 0,805
- Porto Alegre (RS) — 0,805
- Rio Claro (SP) — 0,803
- Jaraguá do Sul (SC) — 0,803
- Rio do Sul (SC) — 0,802
- Bauru (SP) — 0,801
- Pirassununga (SP) — 0,801
- São Miguel do Oeste (SC) — 0,801
- Vila Velha (ES) — 0,800
- Botucatu (SP) — 0,800
- Ribeirão Preto (SP) — 0,800
- Taubaté (SP) — 0,800
- Concórdia (SC) — 0,800
- Rio de Janeiro (RJ) — 0,799
- Goiânia (GO) — 0,799
- Guaratinguetá (SP) — 0,798
- Marília (SP) — 0,798
- Sorocaba (SP) — 0,798
- Fernandópolis (SP) — 0,797
Foto de capa: Claudney Neves/Wikimedia Commons
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