Ele foi um dos melhores arremessadores do beisebol mundial e hoje viaja o mundo como arqueólogo em busca de relíquias antigas

Após se aposentar, Brad Lidge trocou os estádios pelas escavações e passou a estudar a civilização etrusca

iagem produzida por IA do jogador Brad Lidge em um sitio arqueologico
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Laura Vieira

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Laura Vieira

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Jornalista recém-formada, com experiência no Tribunal de Justiça, Alerj, jornal O Dia e como redatora em sites sobre pets e gastronomia. Gosta de ler, assistir filmes e séries e já passou boas horas construindo casas no The Sims.

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Depois de encerrar a carreira no beisebol em 2012, Brad Lidge, um ex-arremessador da MLB, encontrou uma segunda profissão em um lugar bastante diferente dos estádios: os sítios arqueológicos. A antiga paixão por história, que já o acompanhava durante anos, acabou levando o jogador a estudar arqueologia e a participar de escavações na Itália. 

Hoje, ele pesquisa a antiga civilização etrusca, atua como pesquisador consultor no Museu de Arqueologia e Antropologia da Universidade da Pensilvânia e também faz doutorado sobre símbolos etruscos. A mudança, no entanto, começou antes mesmo da aposentadoria, quando ele decidiu voltar a estudar e percebeu que queria conhecer o passado de uma maneira mais prática. 

A aposentadoria abriu espaço para uma paixão que já existia

Para Brad Lidge, a relação com a história começou muito antes de virar profissão. Ainda nos anos de beisebol, o jogador começou a estudar novamente e se matriculou em aulas online de estudos religiosos na Universidade Regis. O contato com o tema acabou levando a novas perguntas sobre religiões antigas, diferentes culturas e a origem das sociedades. 

Um encontro com pesquisadores do Museu da Universidade da Pensilvânia também ajudou a aproximá-lo da área. Depois de saberem que o jogador tinha interesse por história mundial, dois egiptólogos o convidaram para conhecer os bastidores do departamento de egiptologia da instituição. A visita reforçou uma ideia que já latejava no coração do jogador: depois do beisebol, ele queria continuar aprendendo, mas de uma maneira que também permitisse colocar os conhecimentos em prática no trabalho de campo.

A arqueologia acabou reunindo essas duas vontades. Ao invés de estudar acontecimentos do passado, ele poderia participar das escavações, trabalhar ao ar livre e lidar diretamente com objetos deixados por sociedades antigas. A primeira experiência veio no verão de 2013, já aposentado. Ele passou a atuar como voluntário em um sítio arqueológico na Itália e conta que encontrou algumas moedas romanas logo no primeiro dia. 

Em 2017, concluiu um mestrado em arqueologia do Mediterrâneo antigo. Atualmente, além do trabalho como pesquisador consultor, supervisiona escavações em dois sítios arqueológicos na Itália e estuda a civilização etrusca. Ele também está concluindo um doutorado sobre os símbolos utilizados por esse povo antigo.

Da pressão do montinho de arremesso à expectativa de encontrar uma peça rara

Embora as duas atividades pareçam distantes, a rotina de uma escavação guarda algumas características familiares para quem passou anos no beisebol profissional. Os dias começam cedo e podem envolver horas de trabalho físico em meio ao calor do verão italiano. Depois das escavações, os achados precisam ser catalogados e organizados em laboratório, antes de uma nova etapa de análise e registro.

A disciplina mental adquirida durante a carreira também acabou sendo útil. O ex-jogador afirma que os anos de temporadas longas o prepararam para lidar com atividades que exigem concentração e resistência. Ao mesmo tempo, precisou aprender a cuidar do próprio corpo durante as jornadas de trabalho no campo, especialmente por estar próximo dos 50 anos.

Mas existe uma diferença importante entre as duas carreiras: na arqueologia, a recompensa pode aparecer de maneira completamente inesperada. Uma pequena peça encontrada durante uma escavação pode ajudar a mudar a interpretação que pesquisadores têm sobre uma cultura inteira. Essa possibilidade é uma das coisas que mais atraem o ex-jogador.  

Para ele, a mudança também serviu como uma forma de manter uma parte da vida longe da pressão do esporte. Enquanto ainda jogava, estudar história ajudava a ocupar a mente com algo que não era beisebol. Depois da aposentadoria, essa mesma curiosidade acabou se transformando em uma segunda carreira.

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