“Super clipping” - esse é o novo termo da moda na Fórmula 1, e será ainda mais a partir de agora. Apesar das tentativas grosseiras de silenciá-las, a FIA não teve outra escolha a não ser ouvir as críticas de pilotos e fãs depois do artificial Grande Prêmio da Austrália, e vai tomar medidas.
A FIA anunciou que estudará uma mudança nas regras para o Japão, a terceira corrida da temporada, buscando aumentar a recarga das baterias. Ou seja, que haja mais super clipping. O problema é que, se levarem isso adiante, só pode significar duas coisas: mais vantagem para a Mercedes e mais problemas para a Honda.
O plano da FIA
A primeira corrida da nova era da Fórmula 1 foi um desastre. Motores que perdem velocidade em plena reta, obrigando os pilotos a reduzir marchas, curvas que antes eram rápidas e agora são muito lentas, ultrapassagens artificiais e momentos de grande perigo devido à diferença de velocidade e às falhas nas baterias.
Tão grande foi o escândalo que a FIA quer cortar o problema pela raiz antes que seja tarde demais: fará uma mudança nas regras para o Grande Prêmio do Japão, a terceira corrida da temporada. O objetivo é aumentar o super clipping, ou seja, a recarga da bateria por meio do motor de combustão. Mas há um problema.
Se um aumento do super clipping for aprovado a partir de Suzuka, haverá uma equipe que sairá muito beneficiada: a Mercedes. O motivo é que os alemães têm maior vantagem em seu motor de combustão, em grande parte porque desrespeitam as regras com uma compressão de 18:1 que é ilegal, mas que a FIA só começará a fiscalizar a partir de junho.
Com essa maior capacidade de combustão, a Mercedes poderia recarregar a bateria com mais facilidade do que seus rivais. Quanto maior o super clipping, maior a vantagem para a Mercedes. E o problema é que, na Austrália, eles já foram claramente a melhor equipe, com apenas a Ferrari oferecendo alguma resistência. Se no Japão a equipe receber ainda mais vantagem, o campeonato pode ficar decidido muito cedo.
O caso radicalmente oposto é o da Honda. Essa mudança de regulamento no Japão prejudicaria seriamente a Aston Martin, que já tem a unidade de potência menos potente da Fórmula 1 e agora veria ser exigido ainda mais de um motor de combustão frágil. Quanto mais super clipping, pior para a Honda.
A decisão definitiva não será tomada até se ver o que acontece neste fim de semana na China, mas a FIA ameaça piorar ainda mais a nova Fórmula 1.
Imagens | Aston Martin, Haas
Este texto foi traduzido/adaptado do site Motorpasión.
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