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Nem rações diets, nem exercícios físicos: empresário brasileiro investe 8 milhões para desenvolver ‘Mounjaro para cachorros’ e combater a obesidade canina

Inspirado no sucesso dos medicamentos para emagrecimento humano, novo suplemento pet inspirado na lógica das canetas emagrecedoras surge para ajudar no controle da obesidade animal

Cachorro Gordinho
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Laura Vieira

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Laura Vieira

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Jornalista recém-formada, com experiência no Tribunal de Justiça, Alerj, jornal O Dia e como redatora em sites sobre pets e gastronomia. Gosta de ler, assistir filmes e séries e já passou boas horas construindo casas no The Sims.

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A obesidade é uma condição que afeta a saúde de seres humanos, mas também dos nossos amigos de quatro patas. De acordo com uma pesquisa publicada na revista Frontiers in Veterinary Science, cerca de 60% dos cães e gatos do mundo já estão acima do peso. Diante a esse aumento, um empresário brasileiro teve uma ideia inesperada: lançar um suplemento similar ao famoso Mounjaro para ajudar no controle da saciedade dos cães. A aposta é transformar um problema crescente de saúde animal em um novo mercado bilionário no Brasil.

Mounjaro para cães: a tecnologia por trás do snack que promete reduzir a fome dos cães

O Mounjaro e Ozempic são medicamentos que se popularizaram entre pessoas que buscam perder peso. Mas e se essa “moda” também pegasse nos cachorros? Um empresário brasileiro está desenvolvendo um suplemento em formato de snack para combater um problema que cresce ano após ano: a obesidade canina. O projeto é liderado por Roberto Funari, ex-CEO da Alpargatas e fundador da Viepet, empresa responsável pela marca de suplementos pet Wigow. 

Diferentemente das canetas emagrecedoras, a novidade, prevista para chegar ao mercado em agosto, não utiliza semaglutida nem tirzepatida. Em vez disso, o produto foi desenvolvido em formato de snack e combina proteínas de salmão, fibras e sais minerais com o objetivo de promover maior sensação de saciedade nos animais. A empresa afirma que a fórmula recebeu aprovação do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e deverá ser administrada entre uma e quatro vezes por dia, dependendo do porte do cachorro.

A aposta surge em um momento em que a obesidade animal se tornou uma preocupação crescente. Segundo dados citados pela empresa, aproximadamente 40% dos cães brasileiros já apresentam sobrepeso ou obesidade, um número que mais do que dobrou na última década.

Petiscos, comida humana e sedentarismo: os hábitos que estão engordando os pets

Embora fatores genéticos possam influenciar o ganho de peso, especialistas apontam que grande parte do problema está relacionada aos hábitos criados dentro de casa pelos próprios tutores. Uma pesquisa conduzida pela Royal Canin mostrou que muitos tutores ainda têm dificuldade para identificar quando seus animais estão acima do peso.

O levantamento também revelou comportamentos que favorecem diretamente o desenvolvimento da obesidade. Entre eles estão o excesso de alimentação, a falta de atividade física e a oferta frequente de petiscos. Outro dado que chama atenção é que 41% dos donos costumam oferecer petiscos quando percebem seus animais tristes, entediados ou solitários. Além disso, três em cada quatro entrevistados afirmaram dar comida humana para seus pets, mesmo que esse hábito possa contribuir para o ganho excessivo de peso.

Como evitar que cães desenvolvam obesidade

Cachorro da raça Dachshund acima do peso com coleira de passeio A prática de exercícios físicos e uma alimentação balanceada não são substituídos pelo snack do emagrecimento

Apesar O excesso de peso em animais não deve ser tratado apenas como uma questão estética. Apesar de muita gente amar cães gordinhos, estudos mostram que a obesidade pode aumentar o risco de problemas ortopédicos, resistência à insulina, inflamações crônicas, diabetes e alguns tipos de câncer. Por isso, a prevenção continua sendo a melhor forma para manter cães saudáveis. Confira algumas dicas recomendada por veterinários para frear esse problema:

  • Controlar a quantidade diária de alimento;
  • Evitar o excesso de petiscos;
  • Limitar a oferta de restos de comida humana;
  • Estimular atividades físicas compatíveis com a idade e a condição de cada animal;
  • O acompanhamento regular com médicos veterinários para identificar alterações de peso antes que elas se tornem um problema mais grave.

Produtos voltados ao controle da saciedade podem ajudar nesse processo, mas veterinários alertam que eles não substituem uma alimentação equilibrada, atividade física regular e acompanhamento profissional. Isso porque o excesso de peso nos animais está ligado a fatores muito mais amplos do que a simples quantidade de comida oferecida. Por isso, sem mudanças na rotina, nenhuma solução é capaz de resolver sozinha a obesidade canina.


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