O novo telescópio da NASA tem o tamanho de um ônibus e custou mais de R$20 bilhões

Nancy Grace Roman
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Laura Vieira

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Laura Vieira

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Jornalista recém-formada, com experiência no Tribunal de Justiça, Alerj, jornal O Dia e como redatora em sites sobre pets e gastronomia. Gosta de ler, assistir filmes e séries e já passou boas horas construindo casas no The Sims.

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Quando pensamos em um telescópio, logo vem a imagem de um equipamento apontado para o céu em busca de estrelas e planetas distantes. Mas esse não é o único tipo de telescópio existente: alguns foram projetados para funcionar longe da Terra, acima da atmosfera, onde podem observar o universo sem as interferências causadas pelo nosso próprio planeta. É nesse grupo que entra o Telescópio Espacial Nancy Grace Roman, novo observatório da NASA que leva essa ideia a uma escala muito maior. 

Com o tamanho aproximado de um ônibus e custo equivalente a mais de R$20 bilhões, ele foi desenvolvido para investigar alguns dos maiores mistérios do universo. Lançado neste domingo (31/8), o telescópio seguirá viagem até uma região do espaço localizada a 1,6 milhão de quilômetros da Terra, onde deverá realizar sua missão científica. A expectativa é que as primeiras imagens sejam recebidas ainda em 2026.

Novo telescópio vai mapear o universo em uma escala que o Hubble não consegue alcançar

Nancy Grace Roman Do tamanho de um ônibus: o Nancy Grace Roman foi construído para transformar uma enorme área do céu em alvo de observação

O Nancy Grace Roman é o novo telescópio espacial da NASA, criado para ampliar o que o Hubble, o famoso observatório que há mais de 30 anos observa o Universo a partir do espaço, consegue fazer. Embora os dois tenham funções parecidas, o novo telescópio foi projetado para enxergar uma área muito maior do céu de uma só vez, com um campo de visão pelo menos 100 vezes mais amplo que o do Hubble. 

Isso significa que o Nancy Grace Roman poderá fazer em cerca de um mês observações que levariam aproximadamente 100 anos para serem realizadas pelo Hubble. A NASA espera usar essa capacidade para construir um dos maiores mapas do universo já produzidos, medindo a luz de até um bilhão de galáxias ao longo de sua vida útil. A quantidade de dados também deve ser gigantesca. Em mais de 30 anos em operação, o Hubble produziu mais de 470 terabytes de informações. Por outro lado, o  Nancy Grace Roman poderá alcançar uma quantidade semelhante de dados em apenas um ano.

O telescópio foi batizado em homenagem a Nancy Grace Roman, a primeira chefe de astronomia da NASA e uma das responsáveis pelo desenvolvimento do Hubble. Por isso, ela ficou conhecida como a “mãe do Telescópio Espacial Hubble”.

De planetas distantes a buracos negros: o que o novo telescópio vai procurar

Toda essa capacidade de observação tem um objetivo: permitir que os cientistas investiguem fenômenos que ainda escondem respostas importantes sobre o universo. O Nancy Grace Roman foi projetado para estudar exoplanetas, estrelas em explosão, buracos negros, energia escura e fenômenos ligados à astrofísica infravermelha.

Uma das tecnologias mais interessantes do observatório permite bloquear a luz de estrelas para observar diretamente objetos que normalmente ficariam escondidos pelo brilho delas. Com isso, o telescópio poderá realizar um levantamento de sistemas planetários da nossa galáxia e ampliar a busca por diferentes tipos de mundos. A missão também deverá ajudar os cientistas a entender melhor a energia escura, nome dado ao fenômeno responsável pela expansão acelerada do Universo e um dos grandes problemas ainda em aberto da cosmologia.

O observatório ainda está no início da jornada. A viagem até seu destino deve durar aproximadamente três meses, mas a expectativa é que as primeiras imagens cheguem ainda em 2026. 

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