Novo recurso do PlayStation nos EUA permite assistir a canais de TV gratuitos com publicidade

Mais de 100 canais chegam diretamente ao console sem necessidade de uma assinatura adicional

Live TV on PS5
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Victor Bianchin

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Victor Bianchin é jornalista.

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A Sony anunciou na última segunda-feira (31/8) o Live TV on PS5, um novo serviço dentro do console que oferece mais de 100 canais gratuitos com publicidade e conteúdo sob demanda. Por enquanto, o recurso está disponível apenas nos EUA, embora a fabricante já tenha dito que quer levá-lo ao Canadá e a outros mercados. A ideia é simples: transformar o PS5 na tela principal do entretenimento do público, seja para jogar ou não.

O serviço pode ser aproveitado graças ao modelo FAST (Free Ad Supported Streaming Television), ou seja, canais transmitidos pela internet que não exigem o pagamento de uma mensalidade porque são financiados por publicidade. A Sony inclui conteúdos de empresas como Fox, NBCUniversal, Crunchyroll, UFC e Nascar, além de alguns canais próprios. Eles não competem com Netflix, Disney+ ou Prime Video em conteúdo puramente sob demanda, mas recuperam o modelo da “velha televisão”. Ou seja: ligamos a TV, escolhemos um canal e assistimos ao que está sendo transmitido naquele momento.

A Sony confirma uma tendência crescente, porque os canais FAST já fazem sucesso há algum tempo em serviços como Pluto TV, Samsung TV Plus, LG Channels e Tubi. Todos eles descobriram que continua existindo demanda por esse tipo de experiência, em que o usuário não pode ficar diversos minutos procurando por um conteúdo interessante e, em vez disso, apenas aproveita a curadoria preestabelecida.

Para a Sony, o atrativo não está apenas em adicionar outra função ao seu console, mas sim em reter o usuário: cada minuto que alguém passa assistindo a canais de TV pelo console é um minuto que permanece dentro de seu ecossistema.

Esses canais FAST também fazem crescer o inventário de anúncios que a plataforma pode exibir graças à infraestrutura publicitária de empresas como Publica e PubMatic. Assim, a ideia é monetizar esse público que pode usar o console para algo além de jogar ou assistir a conteúdos em plataformas de streaming. A ideia é chegar a todos os lugares, ainda que o nicho talvez seja mais restrito neste caso.

A Microsoft se deu mal

É impossível não lembrar de como a Microsoft fracassou em uma tentativa semelhante. Em 2013, o Xbox One tentou ser vendida não como um console de videogame, mas como o centro do entretenimento digital e uma forma perfeita de assistir a transmissões de televisão graças à sua entrada HDMI.

A obsessão da Microsoft fez com que o papel fundamental da Xbox One como console de videogame se diluísse, criando uma desconfiança que serviu para alavancar as vendas do concorrente PS4. Agora, a Sony recupera essa ideia, mas sem transformá-la em protagonista, como a Microsoft tentou fazer: trata-se apenas de mais uma opção.

O objetivo da Sony é o que muitos já tentaram alcançar: fazer com que um único dispositivo se torne o centro absoluto do entretenimento na sala de casa. As Smart TVs conseguiram concentrar boa parte da reprodução de conteúdos de streaming e de canais de televisão, e será difícil alguém ligar o console “só para assistir à TV” quando podemos fazer a mesma coisa por meio delas. Mas está claro que a Sony quer tentar.

Este texto foi traduzido/adaptado do site Xataka Espanha.


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