Há alguns anos, as fabricantes disputavam quem tinha o celular mais potente; agora, disputam para que eles não peguem fogo

Alumínio, câmaras de vapor e muita reza

Celulares / Imagem: Xataka
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Victor Bianchin

Redator
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Victor Bianchin

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Victor Bianchin é jornalista.

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Relato original de Ricardo Aguilar, do Xataka Espanha

Não faz muito tempo, Samsung e Apple tentavam nos convencer de algo: o titânio era o melhor material para um celular de alta gama. Como usuário tanto dos últimos Galaxy quanto do iPhone anterior, devo dizer que concordava: nunca tivemos celulares tão resistentes a quedas, lascas e todo tipo de acidentes do dia a dia.

Com o iPhone 17 Pro, a Apple voltou atrás e retornou ao alumínio. Com o Samsung Galaxy S26 Ultra, a empresa coreana segue o mesmo caminho. O que está acontecendo?

O alumínio voltou e tudo indica que veio para ficar. Uma das principais vantagens que o titânio prometia sobre o alumínio era oferecer maior resistência, algo que o drama dos novos iPhone 17 Pro e seu desgaste prematuro em comparação aos modelos anteriores está demonstrando. Apesar disso, as empresas estão retornando ao alumínio.

Há algo que o novo Galaxy S26 Ultra e o iPhone 17 Pro Max têm em comum: ambos possuem os maiores sistemas de dissipação já incorporados em suas famílias.

Um esforço titânico — ao ponto de redesenhar completamente o chassi no caso do iPhone — para evitar que os celulares cheguem a esquentar nas mãos. E há um ponto chave nessa questão: queremos celulares cada vez mais potentes, mas alguém precisa resfriá-los.

Produzir celulares em titânio também é mais caro e, dada a atual crise de componentes, com a RAM nas alturas e as memórias internas pelo mesmo caminho, um dos poucos cortes que podem ser feitos sem afetar a experiência bruta com o aparelho é mudar o material utilizado.

A dúvida sobre se precisamos de mais potência ou não, há alguns anos, era respondida com um “sim” categórico. Mas, de algum tempo para cá, não temos tanta certeza. Com configurações de 12 e 16 GB de RAM e processadores que chegam a ser mais potentes que alguns chips de desktop, nossos smartphones vêm aumentando em potência há anos sem definir muito bem para que precisamos desses novos limites.

A IA exige RAM e não tanta potência bruta (pelo menos no uso que se dá a um celular), os jogos para mobile já chegam perto da qualidade de jogos triple AAA de console e as melhorias em câmera dependem mais do redesenho de algoritmos do que de IPS (chips de imagem) cada vez mais potentes.

Imagem | Xataka

Este texto foi traduzido/adaptado do site Xataka Espanha.


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