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Em 2022, a OpenAI parecia destinada a impor um monopólio sobre a IA. Hoje, a Anthropic vale mais

Se havia dúvidas sobre quem é a queridinha da IA atualmente, elas acabaram de desaparecer

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Victor Bianchin

Redator
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Victor Bianchin

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Victor Bianchin é jornalista.

2010 publicaciones de Victor Bianchin

A Anthropic deixa de ser a eterna vice-líder. A empresa que sempre esteve à sombra da OpenAI se transformou nos últimos meses na grande protagonista desse segmento. Seu crescimento é tão espetacular que, em sua última rodada de financiamento, conseguiu superar a avaliação da OpenAI. É um marco extraordinário, sobretudo por um motivo: ambas esperam abrir capital antes do fim do ano e, nesse ponto, a Anthropic leva vantagem (mais uma vez).

A empresa fundada pelos irmãos Dario Amodei e Daniela Amodei levantou uma colossal rodada de financiamento de 65 bilhões de dólares — com isso, a avaliação da Anthropic passa a ser de 965 bilhões de dólares pós-money. É uma conquista financeira que simplesmente destrói a avaliação da OpenAI, que, por enquanto, está estagnada em 730 bilhões de dólares.

Essa última rodada acontece apenas três meses depois de a Anthropic ter levantado 30 bilhões de dólares em um acordo que situava sua avaliação em 350 bilhões de dólares. O crescimento é simplesmente impressionante.

A Anthropic é a empresa “mais descolada”

A avaliação reflete uma realidade contundente: a Anthropic está (muito) mais em alta do que a OpenAI. A empresa aproveitou muito bem polêmicas recentes para aumentar sua popularidade e sua imagem de marca saiu muito fortalecida.

A OpenAI parecia estar na frente na corrida da IA, com modelos que definiam o ritmo. Isso mudou com a chegada do Claude Code e do Claude Opus 4.5. Desde então, os avanços da Anthropic têm chamado atenção e, embora as diferenças sejam pequenas, a percepção popular é que, agora, o Claude Opus é o modelo líder em desempenho. Isso acabou de ser confirmado em benchmarks com o recente lançamento do Claude Opus 4.8, mas principalmente com o Claude Mythos Preview, o modelo que virou o mundo da cibersegurança de cabeça para baixo.

Há alguns dias, vazou uma notícia surpreendente: a Anthropic pode encerrar o segundo trimestre do ano com um lucro operacional de 559 milhões de dólares. Estaria faturando enquanto o restante de seus rivais perde dinheiro aos montes. O faturamento anual projetado já ultrapassou 47 bilhões de dólares neste mês, cinco vezes mais do que o estimado no começo do ano. O motivo: o sucesso avassalador dos modelos da Anthropic entre empresas. É aí que está o dinheiro e a empresa soube 1) identificar isso e 2) tirar proveito antes de todo mundo.

Os fabricantes de memória entram na rodada

A rodada de financiamento é liderada por firmas de capital de risco como Greenoaks, Sequoia Capital, Altimeter Capital e Dragoneer Investment Group, mas, desta vez, há outros protagonistas. Tratam-se das empresas de semicondutores Samsung, Micron Technology e SK Hynix, que também participaram e aproveitaram sua atual posição privilegiada para apostar no sucesso da Anthropic.

É um ganha-ganha: elas apostam no atual cavalo vencedor e a Anthropic consegue fortalecer relações com as empresas que hoje controlam um dos grandes gargalos da indústria de IA: os chips de memória.

Essa ultrapassagem meteórica aumenta a pressão sobre a OpenAI e anima ainda mais (se é que isso era possível) essa outra corrida, que é a da abertura de capital tanto dessas duas empresas quanto da SpaceX. Estamos em um ano que será lembrado por três aberturas de capital estratosféricas, mas essas últimas conquistas da Anthropic fizeram com que a empresa liderada por Dario Amodei se tornasse agora a grande protagonista do setor tecnológico.

Imagem | Fortune Brainstorm Tech

Este texto foi traduzido/adaptado do site Xataka Espanha.


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