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Pare de carregar o seu celular em portas USB públicas: hackers podem invadir e clonar o seu celular em segundos

Conhecido como “juice jacking”, golpe usa portas USB públicas para roubar dados e invadir celulares em poucos segundos

Celular Carregando Fora De Casa
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Laura Vieira

Redatora
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Laura Vieira

Redatora

Jornalista recém-formada, com experiência no Tribunal de Justiça, Alerj, jornal O Dia e como redatora em sites sobre pets e gastronomia. Gosta de ler, assistir filmes e séries e já passou boas horas construindo casas no The Sims.

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Ficar sem bateria é um pesadelo para muita gente, especialmente para aquelas que dependem do celular para trabalho. Quando isso acontece, encontrar uma porta USB pública parece ser um sinal divino para recarregar o aparelho por algum tempo. O problema é que essa praticidade também pode ser um perigo para você.

Carregar o aparelho em porta USB pública é a isca perfeita de um dos golpes digitais mais perigosos: o juice jacking. O ataque acontece quando criminosos utilizam conexões USB adulteradas para instalar malwares, acessar dados pessoais e monitorar remotamente o aparelho da vítima. O caso passou a ser comentado na mídia após especialistas em cibersegurança e órgãos como o FBI alertarem para os riscos escondidos nessas estações públicas de carregamento.

Juice jacking: como uma simples recarga de celular libera uma porta para hackers

O cabo USB pode parecer servi apenas para transferir energia para o celular, mas existe um detalhe que muita gente esquece: a conexão também permite a troca de dados das vítimas para crmininosos. Conhecido como juice jacking, criminosos conseguem modificar portas USB públicas ou cabos aparentemente inofensivos para criar uma ponte entre o aparelho da vítima e softwares maliciosos. Assim que o celular é conectado, o dispositivo pode sofrer invasões silenciosas em poucos segundos. Dependendo do ataque, hackers conseguem:

  • acessar fotos, vídeos e contatos;
  • capturar senhas e aplicativos bancários;
  • monitorar o aparelho remotamente;
  • instalar malwares sem que a vítima perceba;
  • copiar arquivos e dados corporativos;
  • bloquear ou clonar parcialmente o dispositivo.

O problema se torna ainda mais delicado porque hoje o celular concentra praticamente toda a vida de uma pessoa, incluindo documentos, e-mails profissionais, autenticação bancária e informações de trabalho. Especialistas em proteção de dados reforçam que os riscos não afetam apenas usuários comuns. Empresas passaram a enxergar o juice jacking como um problema de segurança corporativa, principalmente em modelos híbridos e remotos, nos quais funcionários utilizam celulares pessoais para acessar sistemas internos, documentos e plataformas da companhia.

Powerbank, tomada e cabo próprio: conheça as formas mais seguras de proteger o seu celular

cellar carregando Cabos USB transmitem energia — mas também podem transferir dados diretamente para hackers

Apesar do risco de invasão hacker, existem formas relativamente simples de evitar esse tipo de ataque digital. A principal recomendação dos especialistas é evitar conectar o celular diretamente em portas USB públicas, especialmente em locais movimentados e desconhecidos.Em casos como esse, a orientação é priorizar tomadas tradicionais utilizando o próprio carregador do aparelho. Isso porque, diferentemente da USB pública, a tomada convencional transmite apenas energia elétrica, sem permitir troca de dados. Outras medidas ajudam a reduzir bastante o risco de invasões:

  • prefira usar carregadores e cabos próprios;
  • evite cabos promocionais ou de origem desconhecida;
  • tenha um powerbank para emergências;
  • utilize o notebook pessoal para carregar o celular quando necessário;
  • escolha sempre a opção “apenas carregar” caso o aparelho peça permissão para transferência de dados;
  • mantenha o sistema operacional atualizado;
  • evite desbloquear o celular enquanto ele estiver conectado em portas desconhecidas.

Outra preocupação envolve a exposição de informações pessoais em locais públicos. Especialistas acreditam que câmeras de segurança e ambientes movimentados podem facilitar o roubo visual de senhas e códigos digitados na tela.


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