A Apple prometeu reinventar a Siri. Dois anos depois, ela ainda tenta alcançar a inteligência artificial

Mesmo perto do iOS 27, a assistente renovada segue sem data final e expõe a dificuldade da Apple em competir na corrida da inteligência artificial

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Carolina Rodrigues

Redatora
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A nova Siri deve finalmente chegar em fase beta com o iOS 27. E, sim, essa informação soa familiar porque a promessa já circula há pelo menos dois anos. O próprio jornalista Mark Gurman, da Bloomberg, errou previsões anteriores ao apostar que a versão beta da assistente seria lançada no início deste ano, em uma das versões de teste do iOS 26.

Com o Gemini Intelligence já apresentado e alternativas como ChatGPT e Claude avançando rapidamente, os atrasos da Apple podem parecer cada vez mais graves. Mas, na prática, talvez isso importe menos do que parece.

O que vem por aí

Gurman revelou novos detalhes sobre o iOS 27 e, entre as principais novidades, a chegada da nova Siri parece inevitável. Apesar de funcionar como um aplicativo independente, nos moldes de outras assistentes e plataformas de IA, ela deve seguir profundamente integrada ao sistema e poderá ser acionada da mesma forma que hoje.

Para reforçar a privacidade, a Apple também deve permitir que o usuário programe a exclusão automática das conversas. A função, porém, levanta uma dúvida importante: quanto mais uma inteligência artificial conhece o usuário, melhor tende a funcionar. Se a Siri precisar esquecer interações por privacidade, pode ter mais dificuldade para oferecer respostas realmente personalizadas em conversas futuras.

Se não pode vencer o inimigo...

A ideia de posicionar a Siri como rival direta de Gemini, ChatGPT ou Claude não parece fazer muito sentido neste momento. Por isso, o vazamento indica que o iOS não deve depender exclusivamente do modelo da própria Apple.

Quando não conseguir responder sozinha, a assistente deve continuar recorrendo a ferramentas de terceiros, como já acontece atualmente na integração com a OpenAI.

Depois do acordo entre Google e Apple, o Gemini deve estar na base de boa parte do comportamento da nova Siri. A questão é até que ponto e de que forma isso será feito, já que a privacidade segue como a principal bandeira da Apple diante dos demais modelos de IA.

O que está acontecendo

Os atrasos internos da nova Siri viraram um problema de imagem para a Apple. Até agora, não há uma explicação definitiva além da postura da empresa de só lançar o recurso ao público quando ele estiver realmente pronto.

O naufrágio da nova Siri parece ser resultado de uma combinação de visões conflitantes, erros técnicos e disputas internas entre os times de inteligência artificial e software. A obsessão pela privacidade, uma das marcas da Apple, acabou gerando dois anos de atraso em um mercado no qual os avanços acontecem semana a semana.

Durante muito tempo, a Apple ditou o ritmo da indústria. Agora, pela primeira vez em anos, parece estar correndo atrás dela.

Texto traduzido e adaptado do Xataka Espanha. 

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