Os arqueólogos são profissionais que passam anos analisando mapas, imagens de satélite, registros históricos e até sensores subterrâneos em busca de vestígios do passado. Mas, desta vez, quem surpreendeu especialistas da Noruega foi um menino de apenas seis anos durante uma simples excursão escolar.
Enquanto caminhava por um campo na região de Gran, no condado de Innlandet, o garoto encontrou um objeto metálico parcialmente enterrado no solo. O que parecia apenas um pedaço de ferro antigo acabou sendo identificado como uma espada de aproximadamente 1.300 anos, possivelmente pertencente ao fim do período Merovíngio ou ao início da Era Viking. Agora, o artefato está sendo analisado por arqueólogos do Museu de História Cultural de Oslo.
Uma descoberta improvável em pleno passeio escolar
A descoberta aconteceu durante uma atividade ao ar livre com alunos da primeira série da escola Fredheim, no leste da Noruega. Segundo os arqueólogos locais, o menino percebeu algo incomum saindo do chão e chamou a atenção dos professores, que acionaram especialistas pouco depois.
O objeto foi identificado como uma espada do tipo “enegget”, modelo afiado em apenas um dos lados da lâmina e bastante comum entre os séculos VI e VIII. A peça mede cerca de um metro de comprimento e é feita de ferro, um detalhe importante, já que objetos metálicos dessa época raramente sobrevivem em bom estado por causa da umidade do solo norueguês, que acelera a corrosão. A região onde a espada foi encontrada já era considerada arqueologicamente relevante, pois concentra antigos assentamentos, túmulos e fazendas históricas ligadas à Idade do Ferro e à Era Viking, o que reforça a importância da descoberta.
Um menino de seis anos encontrou uma espada viking de 1.300 anos sem querer — agora arqueólogos querem descobrir como ela resistiu ao tempo
Depois da repercussão da descoberta, a espada foi encaminhada ao Museu de História Cultural de Oslo, onde passará por uma série de análises laboratoriais. Entre os procedimentos previstos estão exames de raio X e estudos metalúrgicos para revelar detalhes sobre fabricação, origem e possíveis usos da arma há mais de mil anos.
A tecnologia existente hoje deve ajudar arqueólogos a reconstruir parte da história escondida dentro da peça. Os exames podem indicar, por exemplo, técnicas de forjamento utilizadas na época, composição do metal e sinais de desgaste deixados pelo uso em combate.
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