Os óculos Ray-Ban da Meta estão tomando tanto hate que a empresa está preparando um modelo sem câmera

A câmera desses óculos tem sido alvo de controvérsia sobre privacidade e espaços seguros nos últimos meses

Ray-Ban Meta
Sem comentários Facebook Twitter Flipboard E-mail
victor-bianchin

Victor Bianchin

Redator
victor-bianchin

Victor Bianchin

Redator

Victor Bianchin é jornalista.

2401 publicaciones de Victor Bianchin

Um relatório recente publicado pelo site The Information aponta que a Meta Platforms está preparando o lançamento de um novo modelo de óculos inteligentes Ray-Ban sem câmera. Não há confirmação oficial por parte da Meta, mas faria sentido: os óculos Ray-Ban Meta, lançados em março, têm gerado polêmica em todo o mundo devido a possíveis invasões de privacidade e gravações não autorizadas.

O nome interno do novo dispositivo seria “Luna” e, apesar da ausência da câmera, manteria o restante das funções smart do dispositivo, como os recursos de áudio e o assistente de inteligência artificial. Além disso, a Reuters aponta que “Luna” fará parte de uma família mais ampla que será apresentada na conferência Connect que a Meta realizará entre 23 e 24 de setembro e que permitirá à empresa explorar esse segmento crescente de espaços nos quais óculos com capacidade de gravação não são bem-vindos.

O que esses óculos poderão fazer é capturar áudio graças aos seis microfones, que permitirão ao usuário falar com o Muse e com o chatbot de IA da Meta. Além disso, terão um botão para ativar rapidamente a Meta AI e alto-falantes tanto para fornecer informações quanto para reproduzir outros tipos de áudio.

Riscos de privacidade

Já existem ambientes, como escolas e locais de trabalho, nos quais óculos com esses recursos de gravação não são bem-vindos. Reportagens investigativas revelam para onde vão as imagens (às vezes íntimas) que gravamos com esses dispositivos: para servidores da Meta, onde são analisadas com o objetivo de treinar a inteligência artificial da empresa.

Portanto, perder a câmera é um golpe para a Meta porque cada óculos vendido sem ela é mais um que deixa de permitir o treinamento de seus modelos. Por outro lado, eliminar a câmera talvez faça com que o produto chegue a um grupo de usuários que, neste momento, não se sentem motivados a comprá-lo.

Independentemente de para onde essas imagens vão e de como são tratadas, evidentemente a Meta não criou o dispositivo para que ele seja usado para violar a privacidade dos outros. Mas também está claro que há pessoas que os compram com esse objetivo em mente. Uma amostra disso é que há usuários que alteraram o gadget para poder gravar sem que ninguém perceba, com artimanhas como cobrir o LED de aviso de gravação e até manipular o hardware para desativá-lo.

A Meta vem lançando atualizações para combater essas práticas, mas, como um dos integrantes da equipe de segurança comentou há algumas semanas, isso não deixa de ser um jogo de gato e rato, porque o que a Meta faz é reagir às ações mal-intencionadas dos usuários que manipulam o dispositivo. Em suma, ela está sempre um passo atrás.

A polêmica está indo tão longe que foi desenvolvido um aplicativo para Android e iOS que permite identificar se há Ray-Ban Meta, Oakley Meta, Snap Spectacles “ou similares” por perto, para que você fique em alerta. Ele se chama ZuckOff.

Este texto foi traduzido/adaptado do site Xataka Espanha.


Inicio