Jornalista gastou US$ 4 mil em cão robô chinês e descobriu que o mais importante sobre a invenção era o seu preço

Na China, cães robôs são vendidos pelo preço de uma TV de última geração

Imagem | Timothy B. Lee/X
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PH Mota

Redator
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Jornalista há 15 anos, teve uma infância analógica cada vez mais conquistada pelos charmes das novas tecnologias. Do videocassete ao streaming, do Windows 3.1 aos celulares cada vez menores.

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Já vimos tantos vídeos de cães-robôs fazendo coisas impensáveis ​​que é fácil cair na armadilha de pensar que a China os tornou comuns no dia a dia. Se eles já eram tão avançados anos atrás, agora devem ser algo inédito, certo? Foi isso que este jornalista se propôs a fazer quando decidiu comprar um cão-robô chinês para testá-lo.

Como Timothy B. Lee relatou em seu artigo, ele optou por um robô Unitree Go2 Pro que acabou lhe custando US$ 4.017. O mais impressionante da experiência, observou ele, não foi o que o cão-robô era capaz de fazer, mas justamente o preço. O tempo entre nos maravilharmos com aqueles vídeos e vermos um robô chegar às nossas casas passou voando, e por um preço muito menor do que imaginávamos.

Vale a pena comprar um cão-robô em 2026?

Os modelos básicos desse tipo de robô começam em US$ 1,6 mil (cerca de R$ 8,26 mil): dois aspectos principais revelam muito mais do que aparentam. O primeiro ponto é que, com base na experiência do próprio jornalista mencionado, esses robôs estão longe de fazer o que se prometeu durante anos.

Após uma caminhada de mais de três horas, o cão teve dificuldades para acompanhar o dono, subir escadas e terminou com apenas 5% de bateria restante. Atingindo uma temperatura interna de 84 ºC durante todo o processo, sua confiabilidade e autonomia parecem estar longe de atender às expectativas de um avanço tecnológico desse tipo.

Em todo caso, a chave, segundo Lee, está em como uma empresa conseguiu tornar a construção desses tipos de robôs lucrativa. Em mercados onde a realidade é de um preço que garante maior acessibilidade ao público em geral, muitas pessoas foram motivadas a usá-los e, por sua vez, permitiram que continuassem experimentando e aprimorando seu sistema de produção para alcançar seu próximo objetivo: robôs humanoides.

Se o dispositivo funcionar além da mera curiosidade, isso é importante, claro, mas assim como não se pode pedir a um cachorro sem braços para lavar a louça, essas empresas conseguiram entrar nos lares com um preço ridiculamente baixo, superando a barreira psicológica e, sobretudo, abrindo caminho para que as pessoas sejam mais permissivas em relação à presença de um robô em suas casas no futuro.

Quando isso acontecer, a experimentação contínua com a linha de produção fará com que seus robôs humanoides, agora totalmente funcionais, estejam mais próximos de um produto tecnológico de ponta do que de um item de luxo. Este é, sem dúvida, o maior sucesso da China nessa corrida evolutiva.

Imagem | Timothy B. Lee/X

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