A Dürr começou a instalar a tecnologia de montagem final na primeira planta da Volvo Cars dedicada exclusivamente a veículos elétricos, erguida em Košice, na Eslováquia. Com capacidade para até 250 mil carros por ano, a fábrica deve iniciar a produção em 2027 e reforça o plano da montadora sueca de eletrificar totalmente seu portfólio.
O pacote fornecido pela Dürr cobre praticamente toda a etapa final de montagem: sistemas de transporte, abastecimento de fluídos e testes, entregues sob o conceito NEXT.assembly, que integra consultoria e tecnologia numa solução única. Na prática, isso significa menos fornecedores para a Volvo coordenar e um processo de montagem, segundo a própria empresa, mais confiável e sincronizado.
Um dos destaques é o sistema de abastecimento de fluídos, que já roda com sucesso em outras plantas da Volvo, como a de Torslanda, na Suécia, e chega a Košice preparado para receber refrigerantes de baixa condutividade e os novos padrões de ar-condicionado exigidos pela legislação europeia que ainda está por vir.
Na inspeção de fim de linha, a Dürr aposta em precisão milimétrica. O sistema x-wheel, equipado com o sensor sem contato x-3Dsurface, mede e ajusta o chassi de qualquer tipo de carroceria e pneu, determinando o eixo de direção que serve de referência para o alinhamento dos faróis. Como os faróis modernos usam cada vez mais LEDs, a tecnologia de medição por câmera x-light entra em cena para calibrar faróis baixos, altos e de neblina dentro das normas ECE e SAE, quase sem intervenção manual.
"A Volvo Cars tem padrões excepcionalmente elevados no que diz respeito à precisão de medição. Estamos muito familiarizados com esses padrões, pois a Dürr equipa todas as unidades da Volvo em todo o mundo com tecnologia de geometria veicular e alinhamento de faróis", afirma Paulo Sentieiro, vice-presidente de Vendas e Marketing da Dürr Brasil.
Amarrando tudo isso está o sistema de transportadores, com mais de três quilômetros de extensão entre monotrilhos elétricos, plataformas skillet e correntes modulares, responsável por levar carrocerias e portas entre as estações de montagem. A Dürr descreve o conjunto como robusto e de baixa manutenção, o tipo de elogio que só um engenheiro de fábrica consegue fazer soar empolgante.
No fim, a conta é simples: quanto mais automatizada e sincronizada for a linha, menos chance de gargalo na hora de bater a meta de 250 mil elétricos por ano, e mais rápido a Volvo cumpre a promessa de deixar o motor a combustão para trás.
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