Tendências do dia

Noruega é a próxima da lista: país também pretende proibir redes sociais para menores de 16 anos

Restrições se tornam pauta na Europa

Redes sociais
Sem comentários Facebook Twitter Flipboard E-mail
vika-rosa

Vika Rosa

Redatora
vika-rosa

Vika Rosa

Redatora

Jornalista com mais de 5 anos de experiência, cobrindo os mais diversos temas. Apaixonada por ciência, tecnologia e games.


429 publicaciones de Vika Rosa

A tendência global de restringir o acesso de crianças e adolescentes às redes sociais ganhou um novo aliado de peso. A Noruega anunciou que apresentará ao parlamento um projeto de lei para proibir o uso dessas plataformas por menores de 16 anos

A medida, que deve ser formalizada até o final de 2026, visa combater o domínio dos algoritmos sobre a infância e devolver aos jovens o espaço para brincadeiras e amizades reais.

De acordo com o primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Støre, a legislação busca garantir uma infância onde "crianças possam ser crianças". Além da proibição, o projeto responsabiliza diretamente as empresas de tecnologia pela implementação de ferramentas robustas de verificação de idade. 

A Noruega se junta a um movimento crescente liderado pela Austrália, que em dezembro de 2025 se tornou o primeiro país democrático a estabelecer os 16 anos como idade mínima obrigatória para contas em redes sociais.

Um movimento global com desafios de execução

Após o pioneirismo australiano, países como França, Espanha, Turquia e Grécia iniciaram discussões ou implementaram restrições semelhantes. No entanto, o caminho não é simples. No Reino Unido, por exemplo, o parlamento rejeitou recentemente uma emenda que forçaria o limite de 16 anos, preferindo focar em consultas públicas e medidas mais flexíveis, como limites de tempo de uso (scrolling) e restrições de geolocalização.

O grande ponto de interrogação nessas proibições é a sua eficácia prática. Dados recentes da fundação britânica Molly Rose mostram que, na Austrália, cerca de 61% dos jovens entre 12 e 15 anos que já possuíam contas antes da proibição continuam acessando uma ou mais plataformas. 

Nos Estados Unidos, diversos estados já possuem leis próprias e a possibilidade de um banimento nacional tornou-se pauta real após processos judiciais contra a Meta. 

Inicio