Alunos da Faetec criam robô de resgate para localizar vítimas de desabamentos em áreas de difícil acesso

Desenvolvido por alunos da Faetec no Rio de Janeiro, o Aracnobot utiliza sensores e inteligência artificial para auxiliar bombeiros na localização de vítimas sob escombros

Robo De Resgate Faetec
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Laura Vieira

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Laura Vieira

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Jornalista recém-formada, com experiência no Tribunal de Justiça, Alerj, jornal O Dia e como redatora em sites sobre pets e gastronomia. Gosta de ler, assistir filmes e séries e já passou boas horas construindo casas no The Sims.

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Está muito enganado quem pensa que a educação brasileira não produz inovação ou que os jovens do país não se destacam em áreas de alta tecnologia. Cada vez mais estudantes brasileiros vêm chamando atenção por projetos incríveis, conquistando espaço em feiras científicas, competições e iniciativas de pesquisa. As inovações surgem nos mais diversos setores, da saúde à engenharia, passando pela inteligência artificial, robótica e até aplicações militares. 

Um exemplo vem da Escola Técnica Estadual Visconde de Mauá, da Faetec, no Rio de Janeiro, onde alunos desenvolveram um robô de resgate que consegue localizar vítimas em áreas de difícil acesso após desabamentos. Batizado de Aracnobot, o dispositivo conta com sensores, câmeras e inteligência artificial para auxiliar equipes de emergência em resgates.

Aracnobot: inspirado em uma aranha, o robô consegue chegar em locais de difícil acesso

Quando ocorrem tragédias como desabamentos,  nem sempre é possível entrar com segurança em estruturas parcialmente destruídas para o resgate das vítimas. Dependendo da situação, qualquer movimentação pode provocar novos desabamentos e colocar em risco tanto as pessoas quanto os socorristas. Para resolver esse problema, os alunos da Faetec desenvolveram o Aracnobot. O robô é uma evolução do Projeto Guará, criado em 2025, e possui  uma estrutura inspirada nas aranhas para se mover por espaços extremamente apertados e terrenos irregulares. O formato permite que ele alcance áreas onde bombeiros, máquinas e cães farejadores talvez possam ter dificuldade para atuar.

No entanto, a mobilidade do robô é apenas um dos seus pontos positivos. O equipamento também funciona como um explorador avançado dos escombros e possui sensores que monitoram a presença de gases perigosos, focos de incêndio e alterações de temperatura, enquanto câmeras transmitem imagens em tempo real para as equipes que permanecem do lado de fora da área de risco.

Inteligência artificial ajuda a identificar vítimas sob os escombros

O Aracnobot também se destaca por ser uma espécie de robô inteligente que foi projetado para interpretar o que encontra pelo caminho. O sistema utiliza inteligência artificial para auxiliar no reconhecimento de rostos e corpos, ajudando a acelerar a localização de possíveis sobreviventes. Essa inovação criada pelos estudantes pode trazer mais agilidade e precisão nas operações de resgate, que hoje dependem de buscas lentas e muitas vezes realizadas em condições extremamente perigosas. Com informações transmitidas em tempo real, os bombeiros conseguem mapear riscos, planejar rotas mais seguras e direcionar equipes exatamente para os pontos onde há maior probabilidade de encontrar vítimas. 

O projeto foi desenvolvido pelos estudantes da Faetec sob orientação técnica da instituição e  conhecimentos em robótica, eletrônica, sensores ambientais e inteligência artificial em uma aplicação com impacto direto na segurança pública.

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