Diretor de IA da Meta decreta o que a Geração Z deveria estar fazendo “o tempo todo”: vibe coding

Alex Wang, chefe do laboratório de IA da Meta, acredita que o futuro do trabalho passa por adquirir o quanto antes as habilidades que vão definir a carreira profissional

Alexandr Wang recomenda vibe coding / Imagem: Scale AI
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Victor Bianchin

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Victor Bianchin é jornalista.

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Alexandr Wang tem pouco mais de vinte anos, mas sob sua responsabilidade estão algumas das mentes mais brilhantes da IA, já que ele está no cargo máximo do laboratório de IA da Meta.

Em uma de suas aparições mais recentes, durante a cobertura do evento Meta Connect no podcast da TBPN, ele lançou uma recomendação muito direta a adolescentes e jovens preocupados com o futuro do trabalho: “você deveria passar todo o seu tempo praticando vibe coding”. A ideia que se depreende de suas declarações é que, quanto antes você começar a se familiarizar com as novas formas de programar, mais opções terá quando a IA estiver presente em quase tudo o que usamos.

Wang afirma que o trabalho dos engenheiros de software mudou muito nos últimos anos e que, mesmo para alguém com tão poucos anos no mercado de trabalho quanto ele, vai mudar muito mais nos próximos cinco anos.

O executivo da Meta e fundador da Scale AI garante que já não se trata tanto de ser bom programando em Python, C++ e JavaScript, mas de aprender a conversar com os modelos de IA que já estão programando nessas linguagens, explicar com precisão (em linguagem natural) o que você quer alcançar e supervisionar os resultados até que tudo funcione. Segundo Wang, o futuro da programação passa inevitavelmente pelo vibe coding.

O melhor é começar já

A mensagem mais contundente de Wang é dirigida diretamente aos adolescentes. “Se você tem 13 anos, deveria passar todo o seu tempo programando com vibe coding. É isso que você deveria fazer”, afirma o jovem executivo da Meta.

Wang comparou o momento tecnológico atual ao boom da informática do fim dos anos 1970 e início dos 1980, com o florescimento da indústria dos computadores. “Quando surgiram os computadores pessoais, quem passou mais tempo com eles e cresceu junto com eles teve uma enorme vantagem na economia do futuro, como os Bill Gates e até os Mark Zuckerberg do mundo. Acho que esse momento está acontecendo agora mesmo”, destacou o fundador da Scale AI.

Wang leva essa ideia ainda mais longe quando fala da dedicação necessária para que os jovens de hoje adquiram essas habilidades de programação pensando no futuro profissional. “Se você passar 10 mil horas brincando com essas ferramentas e descobrindo como usá-las melhor do que os outros, isso será uma grande vantagem”, incentiva o executivo da Meta.

O critério dele se baseia na própria experiência: com apenas 19 anos, Wang fundou a Scale AI, uma empresa dedicada à rotulagem de conteúdo para o treinamento de modelos de IA, e, aos 25, entrou na lista de bilionários da Forbes com uma fortuna avaliada em mais de 1,1 bilhão de dólares.

Segundo Wang, está claro que a IA não só vai ajudar a programar, como chegará a escrever sozinha praticamente todo o código que uma pessoa como ele teria produzido ao longo de toda a carreira.

Ainda assim, Wang não acredita que o papel do engenheiro humano vá desaparecer, mas sim que ele se desloca para outro ponto do processo. O trabalho passa a ser saber o que pedir, como combinar diferentes ferramentas, como revisar o que a IA produz e como transformar isso em produtos reais.

Por isso ele insiste tanto que crianças e adolescentes se acostumem o quanto antes a essa nova forma de trabalhar, para que os mais jovens aprendam a usar o vibe coding e o integrem de maneira natural ao seu modo de trabalho, assim como hoje já fazemos com os computadores e as linguagens de programação.

Imagem | Scale AI

Este texto foi traduzido/adaptado do site Xataka Espanha.


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