A IA pode eliminar empregos mais cedo do que você pensava: especialista da Microsoft estabelece prazo de 12 meses para fim de funções no escritório

O fim do colarinho branco

Escritório vazio | Fonte: Image by MagicDesk from Pixabay
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Vika Rosa

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Vika Rosa

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Jornalista com mais de 5 anos de experiência, cobrindo os mais diversos temas. Apaixonada por ciência, tecnologia e games.


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Mustafa Suleyman, chefe de inteligência artificial da Microsoft, emitiu um alerta contundente sobre o impacto da tecnologia no mercado de trabalho. Em entrevista ao Financial Times, o executivo previu que a IA poderá substituir a maioria dos empregos de "colarinho branco" em um prazo de 12 a 18 meses.

A estimativa é significativamente mais curta do que previsões anteriores de outros líderes da indústria, que projetavam mudanças profundas para os próximos cinco anos.

Segundo Suleyman, o avanço rumo a uma inteligência artificial de nível profissional permitirá automatizar quase todas as funções realizadas por trabalhadores do conhecimento. 

Profissionais das áreas de direito, contabilidade, marketing e gerência de projetos estão entre os mais vulneráveis. O executivo acredita que as ferramentas de IA serão capazes de gerenciar fluxos de trabalho complexos dentro de grandes organizações com uma eficiência que supera a capacidade humana atual.

A mudança do discurso corporativo e a autossuficiência

A narrativa das empresas de tecnologia tem passado por uma transformação visível. Se antes o discurso focava em "auxiliar" ou "aumentar" a produtividade do trabalhador, gigantes como Amazon e Meta já associam demissões em massa diretamente à adoção da IA. Embora alguns analistas questionem se a tecnologia não é apenas uma justificativa conveniente para cortes, o fato é que milhares de postos de trabalho estão sendo eliminados antes mesmo de a IA trazer retornos financeiros claros para a maioria das companhias.

Além das previsões sobre o emprego, Suleyman revelou que a Microsoft está focada em desenvolver seus próprios modelos de IA. O objetivo é alcançar uma "autossuficiência" tecnológica e reduzir a dependência da parceria com a OpenAI. Para o executivo, o futuro permitirá que cada indivíduo ou instituição desenhe sua própria inteligência artificial personalizada com a mesma facilidade com que se escreve um blog, consolidando uma revolução que afetará praticamente qualquer pessoa que utilize um computador para trabalhar.

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