Mustafa Suleyman, chefe de inteligência artificial da Microsoft, emitiu um alerta contundente sobre o impacto da tecnologia no mercado de trabalho. Em entrevista ao Financial Times, o executivo previu que a IA poderá substituir a maioria dos empregos de "colarinho branco" em um prazo de 12 a 18 meses.
A estimativa é significativamente mais curta do que previsões anteriores de outros líderes da indústria, que projetavam mudanças profundas para os próximos cinco anos.
CEO of Microsoft AI Mustafa Suleyman joins FT editor Roula Khalaf to explain why most of the tasks accountants, lawyers and other professionals currently undertake will be fully automated by AI within the next 12 to 18 months https://t.co/yYKzS7NIOP pic.twitter.com/HvA6Q7KgIc
— Financial Times (@FT) February 12, 2026
Segundo Suleyman, o avanço rumo a uma inteligência artificial de nível profissional permitirá automatizar quase todas as funções realizadas por trabalhadores do conhecimento.
Profissionais das áreas de direito, contabilidade, marketing e gerência de projetos estão entre os mais vulneráveis. O executivo acredita que as ferramentas de IA serão capazes de gerenciar fluxos de trabalho complexos dentro de grandes organizações com uma eficiência que supera a capacidade humana atual.
A mudança do discurso corporativo e a autossuficiência
A narrativa das empresas de tecnologia tem passado por uma transformação visível. Se antes o discurso focava em "auxiliar" ou "aumentar" a produtividade do trabalhador, gigantes como Amazon e Meta já associam demissões em massa diretamente à adoção da IA. Embora alguns analistas questionem se a tecnologia não é apenas uma justificativa conveniente para cortes, o fato é que milhares de postos de trabalho estão sendo eliminados antes mesmo de a IA trazer retornos financeiros claros para a maioria das companhias.
Além das previsões sobre o emprego, Suleyman revelou que a Microsoft está focada em desenvolver seus próprios modelos de IA. O objetivo é alcançar uma "autossuficiência" tecnológica e reduzir a dependência da parceria com a OpenAI. Para o executivo, o futuro permitirá que cada indivíduo ou instituição desenhe sua própria inteligência artificial personalizada com a mesma facilidade com que se escreve um blog, consolidando uma revolução que afetará praticamente qualquer pessoa que utilize um computador para trabalhar.
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