O carnaval é uma das festas nacionais mais aguardadas pelos brasileiros. Mas, infelizmente, é a época perfeita para a ação de criminosos. Celular roubado e furtado em bloco de rua é uma realidade comum. Afinal, o Carnaval concentra milhões de pessoas nas ruas das grandes cidades brasileiras, um ambiente disperso que favorece a prática de crimes como furtos e roubos e, consequentemente, golpes digitais.
Quando isso acontece, os primeiros 10 minutos são decisivos para evitar prejuízos maiores. Agir rápido pode fazer toda a diferença e evita transtornos como contas esvaziadas, cartões clonados e dados usados em golpes. A seguir, um guia prático e direto para reagir imediatamente.
Os primeiros 10 minutos: bloqueie tudo antes que bloqueiem você
Depois do susto, você precisa ser rápido para conter os danos. A prioridade é ser ágil para proteger tudo o que está dentro dele. Hoje, o celular deixou de ser apenas um dispositivo para realizar ligações, pois concentra banco, documentos, redes sociais, autenticação em dois fatores e acesso a crédito. Para evitar que os criminosos consigam dados sensíveis, é fundamental bloquear acessos antes que alguém tente explorá-los. A seguir, veja como fazer isso:
1. Bloqueie o celular remotamente
Use outro dispositivo para acessar o serviço de localização do sistema:
- Android: Encontrar Meu Dispositivo
- iPhone: Buscar (iCloud)
Ative o modo perdido imediatamente. Se houver risco de invasão, apague os dados remotamente. Isso impede que aplicativos bancários, e-mails e carteiras digitais sejam acessados.
2. Entre em contato com o banco
Mesmo que o aplicativo tenha senha ou biometria, não arrisque. Os criminosos podem tentar alterar a senha, já que podem acessar o email da vítima no aparelho. A recomendação é:
- Bloqueie cartões físicos;
- Suspenda temporariamente transações;
- Desative ou limite Pix;
- Informe possível fraude.
Transferências podem ser feitas em minutos. Quanto antes o bloqueio for registrado, maior a chance de evitar perdas.
3. Bloqueie o chip com a operadora
Esse passo é frequentemente ignorado, mas representa um grande risco. Com o número ativo, criminosos podem redefinir senhas via SMS e assumir contas. Por isso, ligue para sua operadora e solicite o bloqueio imediato da linha.
4. Troque as senhas prioritárias
Comece pelo e-mail principal, pois ele é como se fosse a “chave mestra” de recuperação de contas. Depois, altere também:
- Bancos
- Redes sociais
- Aplicativos de compra
- Serviços com cartão salvo
- Se usava autenticador no celular roubado, revise a verificação em duas etapas.
Com o acesso digital interrompido, começa a segunda fase: blindar sua identidade e evitar que o roubo evolua para fraude financeira.
5. Registre boletim de ocorrência
Além de formalizar o crime, o B.O. é fundamental para contestar transações indevidas junto a bancos e operadoras. Em muitos estados, o registro pode ser feito online.
6. Ative alertas no CPF
Serviços de proteção ao crédito permitem monitorar movimentações no seu nome. Isso ajuda a identificar tentativas de abertura de contas, empréstimos ou compras parceladas.
7. Avise familiares e contatos próximos
Se suas redes ou WhatsApp forem invadidos, golpistas podem pedir dinheiro se passando por você. A forma de evitar que conhecidos caiam no golpe é simples: basta avisá-los logo após o acontecimento.
8. Monitore sua vida financeira por pelo menos 30 dias
Golpes nem sempre acontecem na hora. Muitos criminosos esperam a hora certa para agir, na esperança de que a vítima não perceba movimentações suspeitas. Por isso, a dica é ficar atento pelas próximas semanas. Fique de olho em:
- Tentativas de login desconhecidas
- Empréstimos não solicitados
- Compras ou boletos estranhos
- Mudanças cadastrais
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