Fui roubado no Carnaval: o que fazer nos primeiros 10 minutos para proteger seu dinheiro e seus dados

Em meio à folia, ação rápida é essencial para impedir fraudes bancárias e proteger sua identidade digital

Mulher conversando no celular em bloco de carnaval. Créditos; Shutterstock
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Laura Vieira

Redatora
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Laura Vieira

Redatora

Jornalista recém-formada, com experiência no Tribunal de Justiça, Alerj, jornal O Dia e como redatora em sites sobre pets e gastronomia. Gosta de ler, assistir filmes e séries e já passou boas horas construindo casas no The Sims.

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O carnaval é uma das festas nacionais mais aguardadas pelos brasileiros. Mas, infelizmente, é a época perfeita para a ação de criminosos. Celular roubado e furtado em bloco de rua é uma realidade comum. Afinal, o Carnaval concentra milhões de pessoas nas ruas das grandes cidades brasileiras, um ambiente disperso que favorece a prática de crimes como furtos e roubos e, consequentemente, golpes digitais.

 Quando isso acontece, os primeiros 10 minutos são decisivos para evitar prejuízos maiores. Agir rápido pode fazer toda a diferença e evita transtornos como contas esvaziadas, cartões clonados e dados usados em golpes. A seguir, um guia prático e direto para reagir imediatamente.

Os primeiros 10 minutos: bloqueie tudo antes que bloqueiem você

Depois do susto, você precisa ser rápido para conter os danos. A prioridade é ser ágil para proteger tudo o que está dentro dele. Hoje, o celular deixou de ser apenas um dispositivo para realizar ligações, pois concentra banco, documentos, redes sociais, autenticação em dois fatores e acesso a crédito. Para evitar que os criminosos consigam dados sensíveis, é fundamental bloquear acessos antes que alguém tente explorá-los. A seguir, veja como fazer isso: 

1. Bloqueie o celular remotamente

Use outro dispositivo para acessar o serviço de localização do sistema:

  • Android: Encontrar Meu Dispositivo
  • iPhone: Buscar (iCloud)

Ative o modo perdido imediatamente. Se houver risco de invasão, apague os dados remotamente. Isso impede que aplicativos bancários, e-mails e carteiras digitais sejam acessados.

2. Entre em contato com o banco

Mesmo que o aplicativo tenha senha ou biometria, não arrisque. Os criminosos podem tentar alterar a senha, já que podem acessar o email da vítima no aparelho. A recomendação é:

  • Bloqueie cartões físicos;
  • Suspenda temporariamente transações;
  • Desative ou limite Pix;
  • Informe possível fraude.

Transferências podem ser feitas em minutos. Quanto antes o bloqueio for registrado, maior a chance de evitar perdas.

3. Bloqueie o chip com a operadora

Esse passo é frequentemente ignorado, mas representa um grande risco. Com o número ativo, criminosos podem redefinir senhas via SMS e assumir contas. Por isso, ligue para sua operadora e solicite o bloqueio imediato da linha.

4. Troque as senhas prioritárias

Comece pelo e-mail principal, pois ele é como se fosse a “chave mestra” de recuperação de contas. Depois, altere também:

  • Bancos
  • Redes sociais
  • Aplicativos de compra
  • Serviços com cartão salvo
  • Se usava autenticador no celular roubado, revise a verificação em duas etapas.

Com o acesso digital interrompido, começa a segunda fase: blindar sua identidade e evitar que o roubo evolua para fraude financeira.

5. Registre boletim de ocorrência

Além de formalizar o crime, o B.O. é fundamental para contestar transações indevidas junto a bancos e operadoras. Em muitos estados, o registro pode ser feito online.

6. Ative alertas no CPF

Serviços de proteção ao crédito permitem monitorar movimentações no seu nome. Isso ajuda a identificar tentativas de abertura de contas, empréstimos ou compras parceladas.

7. Avise familiares e contatos próximos

Se suas redes ou WhatsApp forem invadidos, golpistas podem pedir dinheiro se passando por você. A forma de evitar que conhecidos caiam no golpe é simples: basta avisá-los logo após o acontecimento. 

8. Monitore sua vida financeira por pelo menos 30 dias

Golpes nem sempre acontecem na hora. Muitos criminosos esperam a hora certa para agir, na esperança de que a vítima não perceba movimentações suspeitas. Por isso, a dica é ficar atento pelas próximas semanas. Fique de olho em:

  • Tentativas de login desconhecidas
  • Empréstimos não solicitados
  • Compras ou boletos estranhos
  • Mudanças cadastrais
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