Dona flor e seus quatro maridos: candidato tailandês quer liberar o casamento entre uma mulher e quatro homens

Na Tailândia, o casamento entre mais de duas pessoas é considerado ilegal, mas uniões poligâmicas são aceitas socialmente

Quatro pessoas dando as mãos. Créditos: ShutterStock
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Laura Vieira

Redatora
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Laura Vieira

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Jornalista recém-formada, com experiência no Tribunal de Justiça, Alerj, jornal O Dia e como redatora em sites sobre pets e gastronomia. Gosta de ler, assistir filmes e séries e já passou boas horas construindo casas no The Sims.

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Se administrar um casamento já é um desafio para muita gente, imagine quatro ao mesmo tempo? Mongkolkit Suksintharanont, candidato a primeiro-ministro da Tailândia, quer implementar essa “novidade” no país e permitir que mulheres se casem legalmente com até quatro maridos. A ideia foi apresentada em janeiro, por meio de uma publicação nas redes sociais, e rapidamente viralizou devido a ideia pouco convencional. 

Segundo o político, a medida seria uma forma de promover igualdade de gênero, desde que todos os envolvidos concordem com o arranjo. A proposta surge em um momento de enfoque para temas como direitos das mulheres, modelos familiares e queda da taxa de natalidade no país, mas como era de se esperar, dividiu opiniões, tanto dentro, quanto fora da Tailândia.

Candidato a primeiro ministro da Tailândia quer legalizar casamentos poligâmicos

A decisão nada convencional surgiu do líder do Partido Alternativo Tailandês, que acredita que, em nome da igualdade entre homens e mulheres, elas deveriam ter os mesmos direitos que tradicionalmente foram concedidos aos homens em sociedades poligâmicas, como a possibilidade de ter mais de um parceiro no matrimônio. O ponto central da proposta é o consentimento mútuo, já que a união só seria permitida se todos os envolvidos aceitassem livremente o acordo. 

Embora o casamento poligâmico feminino não faça parte da legislação tailandesa, a fala reacendeu debates sobre costumes, leis civis e o papel do Estado na definição das estruturas familiares. Vale dizer que, na Tailândia, a poligamia é ilegal, sendo reconhecido apenas um parceiro por lei. No entanto, uniões não oficiais com mais de um parceiro são socialmente aceitos no país.

Medida tem por intuito promover igualdade de gênero 

Casamento Tailandês. Créditos: ShutterStock Apesar da poligamia ser ilegal na Tailândia, a existência de múltiplas parceiras, muitas vezes referidas como "segunda esposa" ou "minor wife", é um fenômeno socialmente tolerado em certos contextos culturais. Créditos: ShutterStock

Conhecido por declarações pouco convencionais, Mongkolkit tem usado esse tipo de proposta para se destacar na política e manter seu nome em evidência, especialmente nas redes sociais. Segundo o candidato, a ideia dos “quatro maridos” estaria alinhada a uma visão mais ampla de equidade de gênero, indo contra normas que favorecem apenas os homens em arranjos matrimoniais múltiplos. Para ele, permitir que mulheres tenham os mesmos direitos seria uma forma de equilibrar essa balança.

Mas se você acha que essa ideia é insana demais, saiba que ela está longe de ser a única proposta fora do comum defendida pelo candidato. Mongkolkit, em outras ocoasiões, já falou sobre a criação de uma agência espacial tailandesa, sugerindo inclusive a formação de um “exército espacial”. Também sugeriu tornar obrigatória a prática de exercícios físicos para pessoas em idade ativa, vinculando a medida a benefícios salariais.

Além dessas propostas, o político defende incentivos financeiros para mulheres que decidirem engravidar, como estratégia para enfrentar a queda da taxa de natalidade no país, um desafio que preocupa uma série de países asiáticos. Mas se essas propostas vão sair do papel, aí é outra história. Por enquanto, elas colocam o nome de Mongkolkit Suksintharanont na boca do povo, algo que pode ser bem importante para sua campanha política. 


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