A Samsung foi a primeira, seguida pela Apple poucos meses depois. A introdução de celulares cada vez mais finos no mercado não atendia a nenhuma necessidade concreta, além de reduzir peso e espessura. Apostar nesse formato, ao menos com as propostas dos fabricantes ocidentais, trouxe consigo sacrifícios tanto na câmera quanto na autonomia. Na China, eles deixam claro que não é preciso sacrificar nem uma coisa nem a outra.
Recentemente, a Honor apresentou na China o Magic 8 Pro Air. O sobrenome já nos indica por onde vão as intenções.
- É um celular de apenas 6,1 mm
- Tem o melhor processador da MediaTek
- Conta com uma bateria de 5.500 mAh
- Conta com um sistema de câmera tripla (principal, grande angular e teleobjetiva)
Ao que parece, dava para fazer. Há alguns milímetros de diferença entre o Honor Magic8 Pro Air e seus rivais diretos, o iPhone Air e o Samsung Galaxy S25 Edge. Mas os números falam por si:
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Honor magic8 Pro air |
iphone air |
samsung galaxy s25 edge |
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DIMENSÕES |
150,5 x 71,9 mm |
156,2 x 74,7 mm |
158,2 x 75,6 mm |
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ESPESSURA |
6,1 mm |
5,6 mm |
5,8 mm |
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BATERIA |
5.500mAh Si/C |
3.149mah Li-Ion |
3.900mAh Li-ion |
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CÂMERAS |
50 MP, 1/1.3", OIS 64 MP, /1.2", OIS 50 MP |
48 MP 1/1.56" sensor shift OIS |
200 MP, 1/1.3", OIS 12 MP,1/2.55" |
O dispositivo da Honor é 3 mm mais espesso que um S25 Edge e 5 mm mais espesso que o iPhone Air. Para você ter contexto, isso equivale à diferença de uma palheta de guitarra e a uma densidade energética 75% superior no caso do celular chinês. Um absurdo.
Além disso, a China demonstrou que não é necessário abrir mão de nenhuma câmera para apostar nesse formato. E, quando falamos de topos de linha, esse ponto é fundamental.
O clube dos 10K
Para além de mostrar que, em celulares ultrafinos, as tecnologias de silício-carbono permitem densidades energéticas impossíveis até poucos anos atrás, o “clube dos 10K” soma cada vez mais participantes.
Celulares chineses com espessura normal ou até inferior ao habitual, mas com baterias de 10.000 mAh. O último a se juntar ao clube foi o Realme P4 Power, o primeiro celular do mundo com bateria de 10.000 mAh. São números que dobram o padrão habitual no restante das categorias.
A resposta? Não existe, nem se espera no curto prazo. A China saiu na frente na corrida para implementar baterias de silício-carbono. As baterias de densidade tão alta exigem:
- Maiores regulamentações no nível de transporte, sobretudo na União Europeia.
- Preços muito mais altos, como já adiantou a Xiaomi.
- Um risco de durabilidade ainda não comprovado.
- Migrar para o silício implica mudanças importantes que os fabricantes tradicionais, acostumados a uma estratégia conservadora e lenta, ainda não estão dispostos a assumir.
Imagem | Honor
Este texto foi traduzido/adaptado do site Xataka Espanha.
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