Samsung e Apple sacrificaram câmera e bateria para lançar seus celulares ultrafinos; a China prova que dá para ter tudo ao mesmo tempo

O Magic 8 Pro Air é fino e conta com sistema de câmera tripla 

Magic 8 Pro Air / Imagem: Honor
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Victor Bianchin

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Victor Bianchin é jornalista.

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A Samsung foi a primeira, seguida pela Apple poucos meses depois. A introdução de celulares cada vez mais finos no mercado não atendia a nenhuma necessidade concreta, além de reduzir peso e espessura. Apostar nesse formato, ao menos com as propostas dos fabricantes ocidentais, trouxe consigo sacrifícios tanto na câmera quanto na autonomia. Na China, eles deixam claro que não é preciso sacrificar nem uma coisa nem a outra.

Recentemente, a Honor apresentou na China o Magic 8 Pro Air. O sobrenome já nos indica por onde vão as intenções.

  • É um celular de apenas 6,1 mm
  • Tem o melhor processador da MediaTek
  • Conta com uma bateria de 5.500 mAh
  • Conta com um sistema de câmera tripla (principal, grande angular e teleobjetiva)

Ao que parece, dava para fazer. Há alguns milímetros de diferença entre o Honor Magic8 Pro Air e seus rivais diretos, o iPhone Air e o Samsung Galaxy S25 Edge. Mas os números falam por si:

Honor magic8 Pro air

iphone air

samsung galaxy s25 edge

DIMENSÕES

150,5 x 71,9 mm

 156,2 x 74,7 mm

158,2 x 75,6 mm

ESPESSURA

6,1 mm

5,6 mm

5,8 mm

BATERIA

5.500mAh Si/C

3.149mah Li-Ion

3.900mAh Li-ion

CÂMERAS

50 MP, 1/1.3", OIS

64 MP, /1.2", OIS

50 MP

48 MP 1/1.56" sensor shift OIS

200 MP, 1/1.3", OIS

12 MP,1/2.55"

O dispositivo da Honor é 3 mm mais espesso que um S25 Edge e 5 mm mais espesso que o iPhone Air. Para você ter contexto, isso equivale à diferença de uma palheta de guitarra e a uma densidade energética 75% superior no caso do celular chinês. Um absurdo.

Além disso, a China demonstrou que não é necessário abrir mão de nenhuma câmera para apostar nesse formato. E, quando falamos de topos de linha, esse ponto é fundamental.

O clube dos 10K

Para além de mostrar que, em celulares ultrafinos, as tecnologias de silício-carbono permitem densidades energéticas impossíveis até poucos anos atrás, o “clube dos 10K” soma cada vez mais participantes.

Celulares chineses com espessura normal ou até inferior ao habitual, mas com baterias de 10.000 mAh. O último a se juntar ao clube foi o Realme P4 Power, o primeiro celular do mundo com bateria de 10.000 mAh. São números que dobram o padrão habitual no restante das categorias.

A resposta? Não existe, nem se espera no curto prazo. A China saiu na frente na corrida para implementar baterias de silício-carbono. As baterias de densidade tão alta exigem:

  • Maiores regulamentações no nível de transporte, sobretudo na União Europeia.
  • Preços muito mais altos, como já adiantou a Xiaomi.
  • Um risco de durabilidade ainda não comprovado.
  • Migrar para o silício implica mudanças importantes que os fabricantes tradicionais, acostumados a uma estratégia conservadora e lenta, ainda não estão dispostos a assumir.

Imagem | Honor

Este texto foi traduzido/adaptado do site Xataka Espanha.


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