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Um hormônio natural pode reverter a obesidade e ajudar com doenças do fígado, afirmam pesquisadores

Representação de hormônios
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Vika Rosa

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Vika Rosa

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Jornalista com mais de 5 anos de experiência, cobrindo os mais diversos temas. Apaixonada por ciência, tecnologia e games.


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Uma nova descoberta científica pode mudar a forma como tratamos a obesidade. Pesquisadores da University of Oklahoma identificaram como um hormônio natural do corpo, chamado FGF21, é capaz de reverter a obesidade, ao menos em estudos com animais.

O mais interessante é que esse mecanismo funciona de forma diferente dos medicamentos mais populares da atualidade, como Ozempic e Wegovy.

Durante anos, cientistas acreditavam que o FGF21 atuava principalmente no fígado. Mas o novo estudo, publicado na revista Cell Reports (link no primeiro parágrafo), mostra que o hormônio age diretamente no cérebro, mais especificamente no chamado tronco cerebral.

Essa região é responsável por funções vitais e também participa do controle do metabolismo. Dentro dela, o FGF21 interage com áreas como o núcleo do trato solitário e a área postrema, que se conectam a outras estruturas cerebrais envolvidas na regulação energética do corpo.

A descoberta surpreendeu os próprios pesquisadores, que esperavam encontrar esse efeito no hipotálamo, tradicionalmente associado ao controle de peso.

Menos fome ou mais gasto de energia?

É aqui que está a principal diferença em relação aos medicamentos atuais.

Remédios baseados em GLP-1 — como Ozempic e Wegovy — funcionam principalmente reduzindo o apetite. Ou seja, fazem a pessoa comer menos.

Já o FGF21 segue outro caminho: ele aumenta o gasto energético do corpo. Em vez de agir na fome, o hormônio estimula o organismo a queimar mais calorias, o que leva à perda de peso.

Essa abordagem pode ser particularmente interessante porque abre espaço para tratamentos mais específicos e possivelmente com menos efeitos colaterais.

Potencial além da obesidade

Além da perda de peso, os cientistas também estão investigando o papel do FGF21 em doenças metabólicas, como a MASH, uma forma grave de doença hepática gordurosa.

Atualmente, já existem terapias experimentais baseadas nesse hormônio sendo testadas em ensaios clínicos. A expectativa é que, ao entender melhor como esse circuito cerebral funciona, seja possível desenvolver tratamentos mais eficazes tanto para obesidade quanto para problemas no fígado.

Apesar dos resultados animadores, é importante manter o pé no chão. Os testes foram realizados em modelos animais, e ainda são necessários estudos em humanos para confirmar a segurança e a eficácia do FGF21.

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