Ozempic natural e sem efeito colateral? Cientistas de Stanford descobrem nova molécula com inteligência artificial

Efeito mais direto, sem afetar múltiplos órgãos

Ozempic
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Vika Rosa

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Vika Rosa

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Jornalista com mais de 5 anos de experiência, cobrindo os mais diversos temas. Apaixonada por ciência, tecnologia e games.


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Uma descoberta recente pode mudar o futuro dos tratamentos contra a obesidade. Pesquisadores da Stanford Medicine identificaram uma molécula natural capaz de imitar os efeitos de medicamentos como o Ozempic, mas com uma grande diferença: sem muitos dos efeitos colaterais associados.

Batizado de BRP, esse pequeno peptídeo foi identificado com a ajuda de inteligência artificial e demonstrou resultados promissores em estudos com animais. Ele atua diretamente no cérebro, reduzindo o apetite e promovendo a perda de gordura de forma mais direcionada.

Uma alternativa mais precisa e sem efeitos colaterais?

Diferente da semaglutida, princípio ativo do Ozempic,  o BRP parece agir de forma mais específica. Enquanto o medicamento tradicional afeta múltiplos órgãos, como intestino, pâncreas e cérebro, o novo peptídeo atua principalmente no hipotálamo, região responsável pelo controle do apetite e do metabolismo.

Essa diferença pode explicar por que os efeitos colaterais comuns, como náuseas, constipação e perda de massa muscular, não foram observados nos testes iniciais com animais.

Em experimentos, uma única dose do BRP foi capaz de reduzir em até 50% a ingestão de alimentos em um curto período. Já em estudos com roedores obesos, o uso contínuo levou à perda de peso significativa, principalmente de gordura, além de melhorar indicadores metabólicos como tolerância à glicose.

O papel da inteligência artificial na descoberta

A identificação do BRP só foi possível graças a uma abordagem inovadora baseada em IA. Os cientistas desenvolveram um algoritmo capaz de analisar milhares de proteínas humanas e prever quais fragmentos poderiam atuar como hormônios ativos.

A ferramenta examinou cerca de 20 mil genes e identificou mais de 2.600 peptídeos potenciais. Após testes laboratoriais, o BRP se destacou por sua forte ação em neurônios ligados ao controle do apetite.

Agora, os pesquisadores trabalham para entender melhor os mecanismos da molécula e identificar seus receptores específicos. Ensaios clínicos em humanos ainda são necessários, mas já estão sendo planejados.

Se os resultados se confirmarem, o BRP pode representar uma nova geração de tratamentos: mais precisos, com menos efeitos colaterais e potencialmente mais eficazes no controle do peso.

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