Um estudante chinês de 20 anos transformou uma câmera velha e 20 dólares de inteligência artificial num radar de velocidade em apenas nove dias e acabou vendendo o projeto para o governo por 317 mil dólares

Com uma câmera antiga e a IA Claude, estudante teria criado um radar de velocidade por apenas US$20

Imagem produzida por IA de jovem chinês no computador
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Laura Vieira

Redatora
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Laura Vieira

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Jornalista recém-formada, com experiência no Tribunal de Justiça, Alerj, jornal O Dia e como redatora em sites sobre pets e gastronomia. Gosta de ler, assistir filmes e séries e já passou boas horas construindo casas no The Sims.

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Boas ideias surgem todos os dias, mas quando partem de adolescentes e jovens, é ainda mais surpreendente. É o caso de Li Hao, um estudante chinês de 20 anos que, segundo relatos publicados nas redes sociais, criou um radar de velocidade em apenas nove dias utilizando uma câmera antiga e a inteligência artificial Claude. O mais impressionante é a diferença entre o investimento e o retorno: de acordo com a informação divulgada, foi necessário cerca de US$20 para desenvolver o sistema, mas foram obtidos US$317 mil com sua venda. Apesar da repercussão, a história segue sem confirmação oficial. 

Projeto teria sido desenvolvido em apenas nove dias com ajuda da inteligência artificial

Captura De Tela do radar de velocidade Jovem chinês desenvolveu radar de velocidade com ajuda de IA e uma câmera velha

Sem dúvidas alguma, um dos pontos  que mais chamaram a atenção foi a rapidez com que o suposto radar foi criado. De acordo com os relatos, o estudante utilizou o Claude para acelerar tarefas como programação, integração entre software e hardware e desenvolvimento da lógica responsável por calcular a velocidade dos veículos. O sistema teria sido montado com uma única câmera comum, ou seja, não foram necessários equipamentos mais sofisticados que normalmente são utilizados em radares de trânsito. Segundo as publicações, o dispositivo era capaz de: monitorar o tráfego em tempo real;

  • Calcular a velocidade dos veículos;
  • Reconhecer placas automaticamente;
  • Registrar imagens e vídeos das infrações;
  • Gerar evidências para aplicação de multas sem necessidade de um operador.

Será mesmo verdade? Falta de comprovação coloca a história sob suspeita

Embora o caso tenha se espalhado nas redes sociais, ainda não foram encontrados documentos ou registros que comprovem a suposta venda do projeto. Também não há registros de contratos governamentais, comunicados oficiais ou reportagens confirmando que o radar foi adquirido por um distrito chinês pelo valor de US$317 mil. E as inconsistências não param por aí. Em outras versões da história encontradas na internet, o valor da suposta negociação varia e chega a US$550 mil, aumentando as dúvidas sobre a veracidade do caso.

Outro detalhe de inconsistência apontado por especialistas em tecnologia diz respeito ao próprio Claude. A ferramenta não estava oficialmente disponível na China durante parte do período mencionado, o que levanta questionamentos sobre como ela teria sido utilizada exatamente nas condições descritas. Independentemente da história ser verdadeira ou não, ela mostra uma transformação importante, em que ferramentas de inteligência artificial estão tornando o desenvolvimento de softwares e protótipos mais rápido e acessível.

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