Uma jovem de 18 anos criou a arma definitiva contra os microplásticos: um filtro que os elimina da água em 96%

O objetivo é desenvolver um filtro econômico e de fácil manutenção

Microplásticos
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Victor Bianchin

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Victor Bianchin é jornalista.

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Pouco a pouco, os microplásticos estão nos cercando, estando presentes na água potável, nos alimentos e até dentro do nosso organismo. Isso representa um grande desafio ambiental e de saúde pública e, até agora, as soluções propostas costumavam ser bastante caras, com filtros especiais para conseguir capturar essas partículas — mas uma adolescente mudou essa ideia.

Foi Mia Heller, uma estudante de 18 anos, quem conseguiu desenvolver um protótipo de filtro de água de baixo custo que conseguiu eliminar totalmente os microplásticos. O mais característico é que o “núcleo” dessa invenção não é uma rede microscópica, mas sim um material conhecido como ferrofluido.

Como funciona

A verdade é que estamos falando de um prodígio da física aplicada e da química, já que o ferrofluido, ao ser introduzido em um volume de água contaminada, faz com que todos os microplásticos presentes se adiram ao material de forma natural. Posteriormente, uma vez que o plástico está “impregnado” por esse líquido magnético, a água passa por um sistema de separação magnética.

Aqui, tudo o que é necessário são ímãs potentes que atraiam o ferrofluido, arrastando consigo os microplásticos e deixando passar a água limpa para que siga seu curso.

Estamos falando de um protótipo simples, em pequena escala, mas as métricas mostram que a invenção alcança uma taxa de remoção de microplásticos de 95,52%. Mas a inovação não para por aí, já que o sistema é capaz de recuperar e reciclar aproximadamente 87% do ferrofluido utilizado, o que reduz enormemente os custos operacionais e torna o sistema sustentável.

Avanço

O desenvolvimento do filtro não ficou em um simples experimento escolar. Mia Heller apresentou sua criação na Regeneron International Science and Engineering Fair 2025, uma das competições científicas pré-universitárias mais prestigiadas do mundo, onde competiu contra cerca de 1.700 estudantes de 62 países e 49 estados dos EUA.

O júri e a comunidade científica elogiaram a abordagem da jovem. Ao evitar o uso de filtros de membrana tradicionais, seu protótipo contorna o problema da obstrução por acúmulo de resíduos, garantindo um fluxo constante de água e exigindo manutenção mínima.

O mais promissor desse desenvolvimento é sua viabilidade econômica. Por ser um filtro de baixo custo e feito com materiais acessíveis, tem um enorme potencial para ser implementado em comunidades vulneráveis ou em regiões em desenvolvimento com dificuldade de acesso a sistemas avançados de purificação de água.

O próximo passo é escalar a tecnologia para integrá-la aos sistemas de estações municipais de tratamento de água e até mesmo a filtros domésticos. O que fica claro é que a ciência não tem idade e que qualquer pessoa com uma boa ideia pode provocar uma grande revolução.

Imagens | Naja Bertolt Jensen

Este texto foi traduzido/adaptado do site Xataka Espanha.


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