Espécimes marinhas estão desaparecendo antes mesmo que cientistas consigam encontrá-las

Uma "extinção silenciosa"

Mar
Sem comentários Facebook Twitter Flipboard E-mail
vika-rosa

Vika Rosa

Redatora
vika-rosa

Vika Rosa

Redatora

Jornalista com mais de 5 anos de experiência, cobrindo os mais diversos temas. Apaixonada por ciência, tecnologia e games.


351 publicaciones de Vika Rosa

Espécies do oceano estão desaparecendo em um ritmo tão acelerado que muitas podem desaparecer antes mesmo de serem identificadas pela ciência. Para tentar conter esse problema silencioso, pesquisadores internacionais iniciaram um grande projeto para mapear e catalogar uma parte pouco conhecida da biodiversidade marinha: os vermes segmentados do mar.

Esses organismos, conhecidos como anelídeos marinhos, são pequenos e muitas vezes passam despercebidos. No entanto, eles desempenham papéis essenciais nos ecossistemas oceânicos. Entre outras funções, ajudam a reciclar nutrientes, misturar sedimentos no fundo do mar e até indicar níveis de poluição em determinados ambientes.

O projeto, chamado EuroWorm, reúne cientistas de instituições como a Universidade de Göttingen, o Instituto Leibniz para Análise da Biodiversidade e o Museu de História Natural de Hamburgo. A iniciativa pretende criar um grande banco de dados genômico de espécies europeias desses vermes, tornando as informações acessíveis para pesquisadores do mundo inteiro.

Corrida contra o tempo para registrar a biodiversidade

Para construir esse catálogo, os cientistas estão coletando amostras em regiões onde muitas dessas espécies foram descritas originalmente. Cada espécime será analisado de diversas formas: identificação morfológica, fotografia em alta resolução e sequenciamento genético.

O objetivo é montar um banco de dados detalhado que ajude a entender melhor as relações evolutivas entre diferentes espécies, além de revelar como suas características físicas e modos de vida evoluíram ao longo do tempo.

Todo o material coletado será incorporado a coleções científicas em museus europeus e disponibilizado em plataformas abertas de biodiversidade, permitindo que pesquisadores de diferentes países tenham acesso aos dados e aos espécimes.

Segundo os cientistas envolvidos, essa abordagem pode acelerar a descoberta de novas espécies e ajudar a combater o que eles chamam de “extinção silenciosa”, quando organismos desaparecem sem sequer terem sido documentados.

Inicio