30, 40 ou 50? Estudo finalmente descobre idade em que a força física e condicionamento começam a decair — é antes do que você pensa

Geralmente sentimos os efeitos na saúde a partir deste ponto

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Vika Rosa

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Jornalista com mais de 5 anos de experiência, cobrindo os mais diversos temas. Apaixonada por ciência, tecnologia e games.

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Um estudo sueco sem precedentes, que acompanhou os mesmos indivíduos por quase 50 anos, revelou exatamente quando o corpo humano começa seu processo silencioso de declínio físico. Conduzida pelo prestigiado Karolinska Institutet, a pesquisa mostra que a força, a resistência muscular e o condicionamento físico começam a diminuir por volta dos 35 anos.

Diferente de pesquisas anteriores que comparavam grupos de pessoas de idades diferentes, o projeto Swedish Physical Activity and Fitness (SPAF) seguiu centenas de homens e mulheres dos 16 aos 63 anos. Essa abordagem longitudinal permitiu aos cientistas mapear com precisão o auge e a queda da capacidade física ao longo da vida adulta, independentemente do histórico de treino de cada um.

O declínio a partir dos 35

Os resultados publicados no Journal of Cachexia, Sarcopenia and Muscle indicam que, após os 35 anos, a perda de performance é gradual, mas acelera conforme a idade avança. O estudo analisou três pilares fundamentais:

  • Condicionamento aeróbico: a capacidade do sistema cardiovascular.
  • Força muscular: a potência bruta dos músculos.
  • Resistência muscular: a capacidade de manter o esforço por períodos prolongados.

Todos esses indicadores seguiram a mesma tendência de queda após a quarta década de vida. No entanto, os pesquisadores ressaltam que esse declínio não deve ser visto como uma sentença de sedentarismo.

Nunca é tarde para começar

Apesar do início precoce do declínio, a pesquisa trouxe uma notícia extremamente encorajadora: adultos que decidiram abandonar o sedentarismo e se tornaram ativos mais tarde na vida conseguiram melhorar sua capacidade física em até 10%.

"Nunca é tarde demais para começar a se mexer", afirma Maria Westerståhl, autora principal do estudo. Segundo ela, embora a atividade física não consiga interromper totalmente o envelhecimento biológico, ela é capaz de retardar significativamente a perda de performance. O exercício atua como um freio, garantindo que a funcionalidade do corpo permaneça alta por muito mais tempo.

A equipe do Karolinska Institutet planeja continuar acompanhando os voluntários. No próximo ano, o grupo passará por novos testes ao atingir os 68 anos. O objetivo agora é entender os mecanismos biológicos que fazem com que o auge humano ocorra justamente aos 35 anos e como os hábitos de vida podem influenciar a qualidade desse envelhecimento.

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