Essa pequena invenção pode ser a maior revolução na história das motocicletas e estima-se que salve milhares de vidas

Quin analisa impactos em 3D e pode alertar os serviços de emergência mesmo que você não consiga reagir

Imagens | Quin
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Fabrício Mainenti

Redator

Existem tecnologias que evoluem aos poucos… E existem aquelas que parecem completamente à frente do seu tempo. É exatamente o que acontece com o Quin, um minúsculo sistema que se integra ao seu capacete e pode fazer toda a diferença em algo tão sério quanto um acidente de moto.

Porque a ideia é tão simples quanto poderosa: se você cair, seu capacete detecta a queda e pede ajuda. E algo tão simples ainda não existia em 2026…

Ele é capaz de analisar 5 mil pontos de dados por segundo e alertá-lo em caso de acidente

O sistema, desenvolvido pela empresa de Ani Surabhi, é baseado em um pequeno módulo chamado Quin Pod, pouco maior que um chiclete, que é colocado dentro do capacete e se conecta ao seu celular via Bluetooth. A partir daí, ele começa a funcionar em segundo plano, sem que você precise fazer nada.

E funciona de forma impressionante, pois esse pequeno dispositivo é capaz de registrar até 5.120 pontos de dados por segundo e analisar tudo o que acontece durante um impacto em tempo real. Em resumo, ele interpreta.

"Este dispositivo possui dois acelerômetros, um giroscópio e um sensor de temperatura", explica Surabhi. "Um dos acelerômetros opera em baixa intensidade, mas com alta sensibilidade, enquanto o outro suporta forças G muito maiores e tem uma taxa de atualização muito alta".

A chave está na combinação dos sensores. Isso porque um impacto linear não é o mesmo que um com rotação, algo comum em acidentes reais.

"Um acelerômetro detecta impactos lineares, mas o giroscópio permite analisar o movimento 3D e a velocidade de rotação", acrescenta. "Isso é muito importante para entender o tipo de acidente que você sofreu e se ele é realmente perigoso".
Imagens | Quin

É aí que o Quin faz a diferença: quando detecta um acidente grave, o sistema ativa automaticamente um alerta. Primeiro, ele lhe dá alguns segundos para cancelá-lo, caso seja um alarme falso. Mas se você não responder, ele toma providências.

Em seguida, envia sua localização para os contatos de emergência que você configurou, informa que você sofreu um acidente e, se o sistema avançado estiver ativado, também pode comunicar esses dados diretamente aos serviços médicos.

E é aqui que a coisa fica séria:

"O sistema pode indicar quem você é, o que aconteceu, a gravidade do impacto, o ângulo de onde ocorreu e qual parte da sua cabeça foi atingida", explica o CEO.
Imagens | Quin

O mais interessante é que muitos desses recursos não exigem assinatura. O envio de alertas para contatos e o rastreamento de localização são gratuitos para sempre; o serviço que conecta diretamente às ambulâncias é pago, mas opcional.

Além disso, o sistema atualiza automaticamente, é resistente à água e poeira (certificação IP67) e pode funcionar de 40 a 50 horas com uma única carga de 90 minutos. Ele ainda incorpora um sistema NFC no capacete que permite que os serviços de emergência acessem informações básicas do usuário simplesmente aproximando um smartphone.

Longe de ser um protótipo, o Quin já está começando a ser integrado a capacetes comerciais. Marcas como a Nolan estão entre as mais recentes a aderir com modelos como o X-904 Ultra Carbon, juntamente com outras como a O'Neal e a Fly Racing.

Por trás de tudo isso, há uma história que explica tudo: a ideia nasceu depois que um amigo de Surabhi sofreu um acidente na Índia e ficou preso por 10 horas sem que ninguém soubesse do seu paradeiro. A partir daí, o objetivo ficou claro: evitar que algo assim acontecesse novamente.

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