Da São Paulo a Londrina com menos de um litro de combustível: estudantes dos EUA criam carro compacto supereficiente

Apesar da baixa velocidade máxima, veículo se destaca pela economia

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Victor Bianchin

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Victor Bianchin

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Victor Bianchin é jornalista.

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Enquanto muitos dos grandes fabricantes de automóveis em escala internacional concentravam sua atenção nos veículos elétricos e se afastavam dos motores de combustão interna, tudo indicava que haviam desistido de continuar desenvolvendo os motores tradicionais para torná-los mais eficientes.

No entanto, um grupo de estudantes estadunidenses demonstrou que, se um veículo for pequeno o suficiente, leve e conseguir cortar o ar com facilidade, os carros de combustão interna ainda podem alcançar feitos incríveis.

Embora descrever o veículo criado por estudantes da Universidade Brigham Young, em Utah, como um carro propriamente dito talvez não seja totalmente preciso, isso não o torna menos impressionante. Projetado para competir na Shell Eco-marathon, o veículo oferece um rendimento extraordinário de 911 km/L.

Conhecido como Supermileage, esse veículo poderia ser considerado uma mistura entre triciclo e carro. Ele é construído com fibra de carbono leve e é incrivelmente compacto, capaz de acomodar apenas uma pessoa com 1,63 metro de altura ou menos e peso máximo de 54 quilos. O próprio veículo pesa somente 49 quilos, o que já é um feito impressionante.

Como parte do desafio da Shell, o veículo foi testado no Indianapolis Motor Speedway durante um percurso de 16 km. Para manter o peso o mais baixo possível, ele não tem um tanque de combustível convencional, mas é abastecido com etanol a partir de um minúsculo recipiente de 30 mililitros conectado ao motor.

Com autonomia oficial de 911 km/L, o veículo poderia, em teoria, ir de São Paulo até Londrina com um litro de combustível. No entanto, essa viagem não seria rápida, já que a velocidade máxima do veículo está limitada a 37 km/h. A eficiência também seria inevitavelmente afetada pelas condições climáticas, já que até mesmo um vento leve de frente ou lateral reduziria sua autonomia.

Este texto foi traduzido/adaptado do site Motorpasión.


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