A mais recente criação da Kawasaki pesa 140 toneladas e não é uma motocicleta, mas sim uma invenção que pode salvar o Japão; este é o lado oculto da marca

A gigante japonesa está reaproveitando um veículo de transporte militar para criar uma plataforma fundamental de guerra eletrônica até 2027

Imagens | Kawasaki
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Fabrício Mainenti

Redator

Como já mencionamos, a Kawasaki faz muito mais do que apenas motocicletas. Às vezes, eles se aventuram até em drones, até mesmo navios... Mas aviões de guerra? Eles também fazem isso. É a mais recente invenção japonesa para as forças armadas do Japão.

Chama-se Kawasaki EC-2, um caça que não dispara, mas vence guerras. Mais ou menos.

Este "caça" não dispara

Quando falamos de Kawasaki, é normal pensar em motocicletas verde-limão... Mas nem sempre. A verdade é que a Kawasaki Motors é apenas uma pequena parte de um gigante industrial muito maior chamado Kawasaki Heavy Industries. E é aí que as coisas ficam realmente sérias.

O conglomerado japonês atua há muitos anos em setores tão específicos quanto desconhecidos do público em geral, como aeronáutica, energia, ferrovias e até robótica (como aquele leão robótico com pernas). E a coisa mais impressionante de que falaremos hoje: aeronaves militares.

A mais recente invenção japonesa revelada é o EC-2, uma aeronave de guerra eletrônica projetada para a Força Aérea de Autodefesa do Japão. Você pode pensar que é um caça, mas não, porque não carrega mísseis. Seu papel é muito mais furtivo e estratégico: interferir em radares, bloquear comunicações e cegar o inimigo. Sim, é nisso que a Kawasaki também se dedica.

Imagens | Kawasaki

Fisicamente, é tão massivo e poderoso que a primeira coisa que chama a atenção é seu nariz ridiculamente enorme, mas não só isso: impressionantes "protuberâncias" na fuselagem e carenagens traseiras altamente incomuns que supostamente escondem antenas, sensores e equipamentos de interferência.

Na verdade, essa seção frontal extremamente grande abriga tecnologia capaz de bloquear radares inimigos, enquanto o restante da fuselagem integra sistemas de guerra eletrônica e comunicação segura via satélite para... bem, fins militares.

Imagens | Kawasaki

A designação EC-2 se deve ao fato de não ser uma novidade; É a segunda versão do veterano EC-1, aposentado em 2025 após, acredite, 40 anos de serviço ao Japão. Em outras palavras, a empresa sediada em Akashi vem trabalhando nesses projetos (praticamente em silêncio) há muito mais tempo do que muitos imaginam.

Tudo isso serve como um lembrete de algo que às vezes esquecemos: a Kawasaki que conhecemos por suas motocicletas é apenas a ponta do iceberg. Enquanto debatemos se uma Z900 é melhor que uma MT-09, a mesma empresa está desenvolvendo trens, turbinas, robôs industriais… e agora também aeronaves capazes de desativar sistemas inimigos a centenas de quilômetros de distância.

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