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Participação do ChatGPT cai de 69% para 45% em um ano e OpenAI entra em modo pânico

Ela já não sabe que tipo de empresa quer ser

ChatGPT da OpenAI / Imagem: Xataka
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Victor Bianchin

Redator
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Victor Bianchin

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Victor Bianchin é jornalista.

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Entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026, o ChatGPT perdeu quase 24 pontos de participação de mercado entre usuários diários do seu app móvel nos EUA, seu principal mercado. O Gemini passou de 14,7% para 25,1%. O Grok, de 1,6% para 15,2%.

No tráfego web, o padrão se repete. O ChatGPT cresceu 50%, de 3,8 bilhões para 5,7 bilhões de visitas. O Gemini saltou 647%, de 267 milhões para 2 bilhões. A OpenAI continua sendo líder, mas já tem uma alternativa real em todos os aspectos.

Quando você perde 24 pontos de participação enquanto o mercado cresce 152%, é porque algo se quebrou no caminho. E não é apenas a liderança técnica. É a narrativa.

Sam Altman vendeu a OpenAI como a empresa que chegaria primeiro à Inteligência Artificial Geral (AGI). Essa promessa mobilizou muito capital, muito talento e muita fé. A AGI ainda não chegou. Enquanto isso, a OpenAI teve que se tornar outra coisa: um conglomerado que faz desde chatbots até chips, passando por um wearable.

A OpenAI faturou 13 bilhões de dólares em 2025, mas perdeu 12 bilhões só no último trimestre. Ela tem 40 milhões de assinantes pagos a 20 dólares por mês, o que dá 800 milhões mensais. Ainda é insuficiente.

A empresa precisa que a IA funcione como serviço empresarial, não apenas como produto de consumo. Mas aí está perdendo para a Anthropic, que lidera com 32% do mercado empresarial contra 25% da OpenAI. O Claude Code se tornou a opção favorita dos desenvolvedores: 42% de participação contra 21%.

O Google tem 20% e está em crescimento. A Meta controla 9% com o Llama. A DeepSeek mal chega a 1%, mas seu modelo demonstra que é possível replicar o nível da OpenAI sem os mesmos recursos.

A grande vantagem do Google

O Google não precisa que o Gemini dê lucro amanhã. Pode se dar ao luxo de praticar preços baixos e operar no vermelho por muito tempo, enquanto aperfeiçoa a tecnologia e a integra a produtos que já funcionam: o buscador, o YouTube, o Android, o Chrome, etc. Já a OpenAI depende do ChatGPT para sobreviver. A bola de neve em dívida e compromissos de pagamento é grande demais.

A estratégia de Sundar Pichai, CEO do Google, é clara: não colocar publicidade no Gemini para manter a confiança, mas ir testando anúncios no buscador turbinado por IA, onde os usuários já os veem como algo esperado. O Google pode aprender sem arriscar sua marca.

Sam Altman, CEO da OpenAI, reagiu com uma diversificação bastante agressiva. A companhia já não quer ser apenas uma empresa de modelos, e sim controlar várias camadas: desde hardware até aplicações de consumo.

O objetivo é se tornar algo grande demais para cair e que um hipotético fracasso represente um risco sistêmico para a economia dos EUA, como aconteceu com os bancos em 2008.

A dispersão já começa a ser percebida. O setor bancário está reduzindo sua dependência da OpenAI. Há 18 meses, metade dos casos de uso de IA em grandes bancos era via modelos da OpenAI. No fim de 2025, esse número havia caído para um terço.

Enquanto a OpenAI perde destaque, a Anthropic ganha. Ela projeta se tornar lucrativa em 2028. A OpenAI só planeja atingir isso em 2029.

Imagem | Xataka

Este texto foi traduzido/adaptado do site Xataka Espanha.


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