Não é o Japão nem a Europa: cidade que atingiu a 'nota quase perfeita' em limpeza fica no Brasil e lidera ranking nacional

Gestão inteligente, redução de custos e engajamento da população colocam Marau no topo do ranking nacional

Marau, Rio Grande do Sul. Créditos: ShutterStock
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Laura Vieira

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Laura Vieira

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Jornalista recém-formada, com experiência no Tribunal de Justiça, Alerj, jornal O Dia e como redatora em sites sobre pets e gastronomia. Gosta de ler, assistir filmes e séries e já passou boas horas construindo casas no The Sims.

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Quando o assunto é limpeza urbana, o Brasil raramente aparece como referência positiva. Mas um município do interior do Rio Grande do Sul acaba de quebrar essa lógica (e com números para provar). Marau, localizada na região norte do estado, liderou o ranking nacional de gestão de resíduos sólidos ao alcançar uma das maiores pontuações já registradas no Índice de Sustentabilidade da Limpeza Urbana (Islu). O levantamento, divulgado em 2024, avalia como as cidades brasileiras lidam com o lixo que produzem, mostrando que eficiência, planejamento e engajamento social podem fazer toda diferença.

Ranking mostra que eficiência na limpeza urbana depende de gestão inteligente

Localizada no norte do Rio Grande do Sul, Marau se destaca pela organização urbana e pelos investimentos contínuos em serviços públicos. Com cerca de 45 mil habitantes, o município tem apostado em planejamento e gestão eficiente para garantir qualidade de vida à população, um esforço que ganhou reconhecimento nacional.

Índice de Sustentabilidade da Limpeza Urbana (Islu), criado pelo Sindicato Nacional das Empresas de Limpeza Urbana (Selurb) em parceria com a PwC Brasil, reconheceu Marau como a cidade mais limpa do Brasil. A metodologia do índice atribui notas de 0 a 1 aos municípios, considerando critérios ligados à gestão de resíduos sólidos, eficiência operacional e sustentabilidade dos serviços. Assim, quanto mais próxima de 1, melhor o desempenho.

Com nota 0,827, Marau dividiu a liderança nacional com Braço do Trombudo (SC), superando cidades maiores e com estruturas mais complexas.Depois delas, aparecem municípios como Sapucaí-Mirim (MG), Itapiranga (SC), Presidente Lucena (RS) e Não-Me-Toque (RS), todos com pontuações acima de 0,81, considerado alto dentro do índice.

As semelhanças entre as cidades reforça uma tendência: as cidades menores, quando conseguem alinhar planejamento técnico e execução contínua, podem alcançar resultados mais consistentes do que grandes centros urbanos, onde a gestão do lixo costuma ser fragmentada e ineficiente.

Readequação de contratos, redução de custos e participação da população explicam o desempenho acima da média

No caso de Marau, o desempenho veio de decisões administrativas estratégicas. A prefeitura promoveu uma readequação nos contratos de coleta de lixo, reduzindo custos e, ao mesmo tempo, ampliando os serviços prestados. Com isso, o foco passou a ser eficiência operacional, sem comprometer a cobertura da coleta nem a qualidade da limpeza urbana.

Outro ponto importante para esse resultado foi o envolvimento da população. A administração municipal destaca que os moradores vêm se conscientizando cada vez mais sobre a separação correta do lixo e o descarte adequado dos resíduos. Esse comportamento coletivo reduz falhas no sistema, melhora a logística da coleta e potencializa os resultados da gestão pública.

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