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Google lança nova versão do Gemma, IA de bolso para quando seu celular não tem conexão

Modelo funciona de forma 100% local e é completamente gratuito

Gemma 4
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Victor Bianchin

Redator
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Victor Bianchin é jornalista.

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No final da semana passada, o Google lançou o Gemma 4 — o Gemma é uma família de modelos de IA generativa de tamanho reduzido: modelos com parâmetros efetivos entre 2B e 4B, criados principalmente para implementação em dispositivos móveis. Apesar do tamanho, são modelos densos e, durante o fim de semana, esse foi o principal tema de discussão.

Você pode fazer a instalação do Gemma 4 para que funcione de forma offline no seu celular, independentemente de ter ou não conexão com a internet. O processo de instalação exige um app adicional do Google, o Google Edge Gallery.

Esse app, de código aberto, permite interagir com modelos de IA baixados no próprio celular, sem necessidade de conexão com a internet. E, desde o lançamento do Gemma 4, o modelo pode ser executado em celulares. Os modelos do Gemma 4 estão disponíveis em quatro tamanhos de parâmetros: E2B, E4B, 31B e 26B A4B. Quanto maior o número de parâmetros, maior a capacidade, mas também maior o consumo de energia e memória.

O que o Gemma 4 faz

O Gemma 4 é, até o momento, um dos melhores modelos locais para smartphones. Segundo o Google, ele supera as versões mais recentes de DeepSeek, Qwen e Kimi. Podemos usá-lo como chatbot (levando em conta suas limitações por não estar conectado à internet), fazer perguntas sobre qualquer imagem que tenhamos na galeria, além de transcrever e traduzir áudio. Sim, agora os modelos locais do Google são compatíveis com áudio e até com visão em tempo real (se você oferecer permissão de câmera).

Além desses usos, ele conta com suas próprias ferramentas: elas permitem usar funções especializadas para criar mapas interativos, realizar buscas locais dentro de apps como a Wikipedia e fazer cálculos, entre outras coisas. Para o usuário médio, esses modelos funcionam como uma gigantesca enciclopédia de bolso que não precisa de nenhum tipo de conexão.

A primeira vantagem de usar modelos locais como o Gemma 4 é a velocidade de processamento. Não há lag, a resposta é imediata, o que surpreende quando comparamos a ferramentas conectadas como ChatGPT, Gemini e Claude. A segunda é a segurança: o modelo não tem conexão com a internet e os dados não saem do seu dispositivo. Você pode usá-lo no modo avião ou em qualquer área sem cobertura.

Atualmente, esses modelos não substituem as grandes IAs conectadas, mas são um complemento perfeito para situações em que não temos conexão e queremos continuar contando com um modelo para tarefas bem específicas.

Por que isso é importante

O fato de o Google estar dobrando a aposta em IA local responde a várias demandas atuais e futuras.

  • Executar IA em servidores custa caríssimo e está gerando crises como a da memória RAM.
  • Ganhar alternativas locais está se tornando cada vez mais importante.
  • A disputa por modelos abertos é algo em que o Google não quer ficar para trás: Llama, Mistral, DeepSeek.
  • Empresas, governos e uma parte dos usuários não querem (ou não podem) enviar seus dados para servidores externos. Os modelos locais resolvem esse problema.
  • O Google está fazendo um bom trabalho com o Gemini, mas, sem conexão, o celular fica sem IA.
  • A aposta do Google no Gemma e sua implementação por meio de um app próprio dá pistas sobre possíveis funções do Gemini offline no futuro.

Este texto foi traduzido/adaptado do site Xataka Espanha.


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